Coisas do tipo que estão sendo criadas com material biológico em laboratório. Ganesha, a entidade da cabeça de elefante e corpo humano.

Por Thais Rocholi

Se Deus não existe, como pode alguém decidir absolutamente o que é certo ou errado?

Ninguém. É claro, eu tenho que concordar que é verdade! Como bem coloca Dostoiévski em Os Irmãos Karamazov: “Mas então, o que será do homem, sem Deus e sem imortalidade? Tudo é permitido, portanto, tudo é lícito?” Se Deus não existe, cada um deve viver para si como quiser, porque tudo é permitido! Ninguém tem nada a nos dizer sobre nosso modo de vida. Blasfemar é um direito de todos!!

De fato, se não há Deus, então não há regras objetivas que ditem o que é bom ou ruim. Os valores morais são como gostos e paletas de cores, é só a opinião de alguém que “pensa” ou fruto de uma evolução sociobiológica.

Portanto, em um mundo sem Deus, quem tem o direito de dizer o que é certo ou errado? Quem tem o direito de julgar o que Hitler fez? Se você fala que isso é bom, isso é ruim perde todo o significado em um universo sem Deus. Pois dizer que algo é ruim porque Deus julga é perfeitamente compreensível para quem acredita em um Legislador divino. Mas dizer que algo é ruim, mesmo que não haja Deus para lhe proibir, fica meio confuso. Você não acha?

Vamos pensar nas eras passadas e refletir no mundo pós-pandemia. Mas, como assim, Thais? O que isso tem a ver? O que trago hoje são informações para que você se prepare.

Todas as raças humanas foram nômades no passado. Vagueavam de um lugar para o outro com famílias e rebanhos a fim de se fixar num local de forma definitiva. A religião que predominava era a que passava de um povo errante a uma existência voltada para a prática do comércio feito por trocas. Os ex-nômades, muitos povos pagãos, continuavam fiéis aos antigos deuses do deserto e das montanhas onde haviam passado seus primeiros anos. Essa divindades vinham da Ásia, como nos aponta o Velho Testamento. Os falsos deuses contra os quais investiam com justificada evidência os profetas bíblicos, eram os ídolos estrangeiros da Mesopotâmia.  

Qual será o futuro da humanidade? Muitos até reagem com ironia ou apreensão quando falamos sobre isso. As escrituras sagradas têm sido trocadas pela inteligência artificial, bioengenharia, aquecimento global e guerra cibernética. O hinduísmo e o islamismo   são parte principal dos problemas identitários e não uma solução.

Se você é uma pessoa realmente inteligente sabe que há uma diferença entre grupos humanos e espécies animais. Espécies frequentemente se dividem, mas nunca se fundem.  Chimpanzés e gorilas tem ancestrais comuns, que remontam a 7 milhões de anos atrás. Essa única espécie dividiu-se em duas populações que depois seguiram seus caminhos separados.

Como indivíduos que pertencem a espécies diferentes não são capazes de produzir juntos uma descendência fértil, espécies nunca se fundem. Gorilas não podem se fundir com chimpanzés, girafas não podem se fundir com elefantes e cães não podem se fundir com gatos. Já nós, seres humanos somos fusões de vários povos.

Você já deve ter se deparado com documentários sobre homem-porco, mulher-elefante, ou qualquer outra coisa do tipo, o que remonta a história de Chin (265-419) e Liang (502-556) que provêm de relatos chineses sobre antigas civilizações do reino de Funan e que tem origem na palavra khmer antigo bnam, “montanha”. A influência indiana contribuiu para que eles pudessem importar experiências culturais para formar o império khmer. Essa civilização deu origem ao sincretismo do culto à montanha que era morada do deus Shiva, cujo papel era o de ser senhor dessas entidades e, portanto, gestor do universo. Shiva era representado por estas entidades que hoje estão sendo criadas com material biológico em laboratórios do Oriente ou você acha que é mera coincidência guerras e pandemias?

O conceito de obrigação moral, que existiria à parte do indivíduo, é perfeitamente incompreensível sem a ideia de Deus. Em um mundo sem Deus, não há lei objetiva que dite o que é absolutamente ruim e o que é absolutamente bom, existem apenas julgamentos pessoais ou culturais relativos.

Se existe um Legislador divino, podemos explicar por que nos revoltamos com abominações como essas ou por que consideramos inadmissíveis o estupro e o assassinato de crianças inocentes que vem ocorrendo cada vez mais no mundo. Por outro lado, se Deus existe e é o Legislador, se é Ele quem determina o que é bom ou ruim,  devo aceitar que meu comportamento seja julgado por Deus? Nada nesse mundo é menos certo…

Sei que todo mundo quer que eu fale sobre política, mas eu não quero porque é um grande problema. Não para vocês, mas para mim! Eu sei que vocês gostam de ouvir “As mil e uma noites”… Opa… da Thais Rocholi! Mas lembra da Guerra no Oriente Médio? Pois é, não era o que é hoje, mas o livro já falava sobre isso! Brincadeiras à parte, se aconteceu no Iraque, é porque é a antiga Mesopotâmia e essa guerra fictícia está tomando hoje o Ocidente. O final da fábula é feliz, mas tem a condição do fim da ideia de Deus, como se Deus fosse ultrapassado. Houve uma época em que precisávamos muito de Deus porque nosso conhecimento não era muito avançado. Mas hoje, o mundo caminha independente de Deus e quando se trata de ética cada um tem a sua.

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