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Por Thais Rocholi

Todos passaram em 2020 pela pandemia com um sentimento de medo e incertezas quanto ao futuro. Fomos obrigados a usar máscaras e nos trancar dentro de casa por pura imposição das autoridades de saúde. As consequências foram desemprego em massa, crise financeira e fome em diversas partes do mundo. Não tardou para que muitas empresas migrassem para a internet e tivessem seus funcionários trabalhando de forma remota.  

O capitalismo de vigilância é o primeiro experimento global de colmeia humana. O sonho dos globalistas é o planeta sendo controlado por botões, fazer do planeta uma colmeia com o controle das vidas e, principalmente, de sua reprodução sexual. Um mundo conectado é a garantia do poder pelo controle de quem está acima de todos. Significa dizer que há uma imposição para todos nós acerca desta distopia que está em fase de execução, o que abrange vários estudos para retrair qualquer resistência, estudos de skinner, moldagem e comportamento das pessoas e o behaviorismo que teve um bom desempenho pelos governos com a crise pandêmica.

Shoshona Zuboff relata que “Este capitalismo de vigilância impõe uma visão coletivista, totalizadora da vida na colmeia sob esses comandos, teia computacional criada pelos controladores globais que é como um golpe vindo de cima, não uma derrubada de estado, mas sim uma derrubada da soberania das pessoas e uma força proeminente na perigosa tendência rumo da desconsolidação democrática que agora ameaça as democracias do mundo.”

O senador australiano Malcolm Roberts do partido One Nation denunciou abertamente o Great Resert no Fórum Mundial e não tardou em expressar que a vida por assinatura ou aluguel é puramente escravidão. As corporações globalistas milionárias serão donas de tudo o que engloba casas, fábricas, fazendas, carros, móveis, etc. Os cidadãos comuns alugarão o que precisam se suas pontuações de crédito permitir. Se nós moramos numa boa casa hoje, isso só será possível no futuro se a nossa pontuação de crédito permitir e esses estragos já estão ocorrendo em várias partes do mundo. O senador se colocou contra as políticas que defendem a energia solar e eólica dada à falta de confiabilidade, uma vez que são prejudiciais à economia da Austrália. Com o aumento do preço da energia, muitas pessoas  perdem seus empregos. Um tipo de política que faz parte da grande reinicialização, cujo plano é que você morra sem nada.

O trabalho sempre esteve presente na história da humanidade para a nossa sobrevivência. Porém, com a Revolução Industrial, passou-se ao lucro e para obtê-lo era preciso mão-de-obra de baixo custo, fato que teve como consequência a exploração dos trabalhadores.

Há duas designações para a palavra trabalho, tripalium palavra latina para designar um instrumento de tortura constituído de três estacas de madeira bastante afiadas e comumente usada em tempos remotos na região europeia e o trabalho alienante e sem sentido.

Essas características pertencem ao modo de produção capitalista, que se consolidou na Inglaterra, através da primeira Revolução Industrial, que ocorreu no final do século XVIII e foi possível graças ao acumulo de capital, conquistado através do mercantilismo. A partir daí, surgem as fábricas com a utilização de máquinas à vapor, ocorre uma maior divisão do trabalho e, consequentemente, o aumento da produção. O capitalismo desde sua origem é um sistema de exploração da mão-de-obra, pois já nessa época houve a concentração de riquezas nas mãos dos grandes proprietários capitalistas.

Desde a primeira Revolução Industrial, quando o homem passou a automatizar a produção, um novo campo entrou no plano, a relação entre o homem e a máquina moderna. Tão complexo como a exploração do homem pelo seu senhor, agora ele tinha um salário alienante. No princípio de tudo, o trabalho foi ordenado por Deus para que Adão e Eva tomassem conta da terra que Ele havia dado,  logo, o trabalho faz do homem um ser digno.

No entanto, o plano de controle já estava sendo concretizado pelo mercado competitivo por ideias inovadoras, em que se tinha como formação do conceito a destruição criativa cuja teoria se fundava em Schumpeter. Essa teoria implicava na existência de um intelectual empreendedor apto a convencer pessoas de suas teses. Schumpeter redefiniu o sentido de democracia, tida como uma simples maneira de gerar uma minoria governante legítima, procedimental que passa a ser a base de diversas concepções posteriores.

A Maçonaria, por sua vez, foi um lugar que permitiu este livre intercâmbio de ideias em um tempo onde Oxford e Cambridge não concordavam. Era, portanto, uma importante organização no mundo moderno com instituições inclusivas para colocar em prática o plano global.

As fábricas do período pré-revolução industrial eram o ambiente usado pelo homem para a produção de materiais artificiais.

A possibilidade do homem de usar ferramentas tinha como finalidade  torná-las extensões do corpo humano com a possibilidade do homem de superar os seus limites humanos.

Andy Clark filósofo britânico aponta que […] nós vamos ser ciborgues não apenas no sentido superficial de combinar carne e fios, mas no sentido mais profundo de ser uma simbiose de seres humanos e tecnologia […] (ANDY CLARK, 2003, p. 3)

Além de vislumbrar que “As antenas receptoras se [tornariam] minúsculas. E o mostrador de um relógio poderá ser o display para a comunicação instantânea. Mas nem por isso o homem será mais feliz.”

Há um conceito sobre Thec-Lag de Derrick de Kerckhove que é autor de The Skin of Culture and Connected Intelligence que defende a ideia de que por mais importante e útil que seja a tecnologia ela não pode se impor a um público que não esteja preparado. Para o autor a realidade virtual que encontramos hoje, está em um estágio probatório, aguardando, desde o seu surgimento um espaço na nossa “psicologia coletiva”, assim como ocorreu com o fax criado em 1947 por Gabriel Casotti, e somente em 1973 começou a ser produzido em grande escala.

Cabe citar que Asimov, entre as décadas de 40 e de 50, previu o surgimento de robôs com a aparência de pessoas, assim como previu em 1988, a importância da Internet na educação e em nossas vidas, as redes sociais e aplicações como a Wikipédia, Yahoo, Answers, etc.

O filósofo Andy Clark também diz que o cérebro deve aprender a conectar-se com os meios externos para aproveitar ao máximo suas virtudes e características, porque entende que somos de natureza ciborgue, capacitados com características externas ou como denomina também tecnologias. Este sistema estendido é formado a partir da cooperação mútua entre humanos e tecnologias.

Assim, o homem fica cada vez mais distante de sua realidade humana e se transforma em uma figura cada vez mais levada por instintos animalescos e maquinário cada vez que se rende a esse jogo. O seu maior bem lhe é privado e tomado a força que é a sua própria capacidade pensar. A atividade do trabalhador não é a sua própria atividade espontânea, ela está fora de si com o controle e censura da liberdade de expressão. O que pretendo esclarecer é que cada vez mais com os algoritmos há capacidade de analisar os dados do mercado com muito mais rapidez e eficiência do que aqueles usados em alguns dos supercomputadores mais rápidos do mundo, uma maneira arquitetada para que você perca sua própria personalidade.

Não queira participar de créditos sociais marcando contagem de pontos por aparelhos conectados em sua casa e pesquisas sobre você, seus familiares e aquilo que você busca na internet. É mais uma armadilha para roubar sua liberdade.

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