O Dilúvio, Michelângelo, parte do teto da Capela Sistina. Remete à ira de Deus para com a humanidade pecadora e corrupta. A arca, construída por Noé, encontra-se ao fundo para abrigar os escolhidos, enquanto as outras pessoas, em grande desespero, tentam fugir das águas, que cada vez mais sobem em proporções torrenciais.

Por Thais Rocholi

Como podemos observar na Bíblia, o “criacionismo” gera pensamentos de uma criação literal de seis dias do universo, da Terra e de toda a vida. No entanto, até os últimos cem anos, mais ou menos, a maioria dos líderes religiosos admitia que se poderia interpretar razoavelmente longas eras da criação em vez de dias de 24 horas.

Após 1920, houve interpretação literal do livro de Gênesis que começou a tomar fama nessa época com um movimento para a interpretação estrita da Bíblia. Quando se interpretou o relato bíblico da criação literalmente, os aparentes bilhões de anos de história geológica passaram a ser mais aprofundados em, no máximo, alguns milhares de anos. Tudo o que será encontrado aqui nesse artigo é um esboço do que alguns criacionistas da Terra jovem acreditam que aconteceu durante o Dilúvio de Noé.

De modo geral, quando pensamos em criação bíblica, isso é em parte da terra sendo criada por Deus em seis dias literais com a aparência de ter uma idade mais avançada. Um exemplo é que o solo precisaria ter sido criado para que as plantas crescessem, a luz das estrelas precisaria ser criada como um trânsito intermediário que poderia ser visto na Terra a milhões de anos-luz de distância, Adão teria sido criado como um ser humano adulto com capacidade de andar, comer e beber sozinho. Outra teoria que também nos coloca em baixo nível de decibéis em discussões evolucionistas, sugere que ao invés de ser criada com todo o envelhecimento já completo, a Terra foi criada com uma aparência jovem, e durante o tempo em que as águas do Dilúvio de Noé cobriram toda a superfície, mudanças drásticas foram feitas na Terra que suas características davam uma aparência de idade antiga.

Os cientistas acreditam que a Terra é antiga, em parte, por causa das sucessivas camadas de diferentes fósseis em rochas sedimentares e as muitas camadas diversas de rocha. Um grande problema que tem atormentado o modelo de criação da Terra jovem é a grande quantidade de história geológica aparente.

O registro fóssil, por exemplo, consiste em centenas de camadas distintas com fósseis distintos que foram interpretados para representar diferentes períodos da história. Em 1902, George McCready Price introduziu o conceito de “Geologia do Dilúvio” em seu livro Outlines of Modern Christianity and Modern Science, que afirmava que todas as características geológicas atribuídas a longas eras foram realmente formadas durante o Dilúvio de Noé.

Isso ocorreu porque Deus olhou para a raça humana e viu maldade, violência e intenções ruins por toda parte (Gênesis 6:5). Assim, Deus decidiu destruir todas as coisas vivas na terra, exceto Noé, que havia ‘achado graça aos olhos do Senhor’ (Gênesis 6:8).

Os dias anteriores ao dilúvio de Noé são descritos em Gênesis 6: “E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas, viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram…Havia, naqueles dias, gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os varões de fama” (versículos 1-2, 4).

Em Números 13 vemos histórias ilustrativas de que são uma espécie de gente grande, como gigantes. Essa linguagem sobre os “filhos de Deus” procriando com as “filhas dos homens” envolve a menção dos Nephilim. Então, existe uma conexão? Esses versos são remendados, mas não relacionados? Obviamente, também temos que descobrir quem são os “filhos de Deus” e as “filhas dos homens”. O Manual Bíblico de Halley, um recurso de estudo bastante popular, afirma que “os “filhos de Deus” (versículo 2) são considerados anjos caídos… ou líderes de famílias setitas [os filhos de Sete, descendentes de Adão] que se casaram com descendentes ímpios de Caim [filho de Adão]” (Halley’s Bible Handbook, 25ª ed., 2000, p. 96).

Em Gênesis 4, encontramos a história de Caim e Abel e segue com a descendência genealógica de Caim. Gênesis 5 é chamado “o livro da genealogia de Adão” (versículo 1). Tudo começa com Deus criando a Adão e como a linhagem de Adão continuou através de Sete. Assim como acontece com os anjos, Adão era um “filho de Deus” por criação — (compare com Lucas 3:38), pricipalmente porque Adão foi feito à imagem de Deus (Gênesis 1:26; 5:1-3). Desta linhagem de família, através de Sete, afirma-se: “Então, se começou a invocar o nome do SENHOR” (Gênesis 4:26), que também poderia ser traduzido assim: “… começou a ser chamado segundo o nome do SENHOR”. Também nesse caso, a explicação menos plausível que se tem em Gênesis 6, é que “os filhos de Deus” (homens da linhagem divina de Sete, segundo esta explicação) casaram-se com “as filhas dos homens” (mulheres da linhagem ímpia de Caim).

Se os Nephilim são realmente descendentes sobre-humanos é muito mais discutível, porque a visão faz sentido do Dilúvio, pelo menos em parte, porque o pecado se tornou tão desenfreado que a procriação de anjos com humanos começou, o que também incluía a transmissão de conhecimento proibido aos seres humanos, especialmente às mulheres. Em particular, os anjos caídos ensinavam às mulheres os mistérios celestiais de “feitiçaria e feitiços”, entre eles métodos de adivinhação por observância dos fenômenos celestes e terrestres. Embora pareça um filme de ficção científica, talvez seja uma daquelas ocorrências estranhas nas Escrituras que não temos certeza do que fazer além do que podemos reunir nesses poucos versículos.

Vamos à pergunta de como Adão caiu de sua firmeza e qual foi o surgimento e o progresso da tentação que prevaleceu sobre ele? O relato que nos é dado a respeito disso, encontramos em Gênesis 3:1-13, mas vamos focar em:

“Ora, a serpente” (diz o historiador sagrado) “era mais astuta do que qualquer animal do campo que o Senhor Deus havia feito, e disse à mulher: ‘Sim, disse Deus, não comereis de toda árvore do jardim?’”

Embora esta fosse uma serpente real, ainda assim aquele que falava não era outro senão o diabo. Daí, talvez, chamado a velha serpente, porque tomou posse da serpente quando veio para enganar nossos primeiros pais.

O diabo tinha inveja da felicidade do homem, e foi feito, como alguns pensam, para suprir o lugar dos anjos caídos, mas ele atua em conjunto com os demônios. A intenção de Deus era fazer o homem reto, com pleno poder para fazer suas próprias escolhas: Ele era justo, significa dizer que, tendo Deus permitido que ele fosse tentado, se caísse, não haveria culpado, exceto ele mesmo. Mas como Satanás deve abalar suas estruturas para sua queda? Ele não pode fazer nada por seu poder, todavia, tenta por política, retórica, discursos: ele toma a forma de uma serpente, que “era mais sutil do que todos os animais do campo, que o Senhor Deus havia feito”. Não se iluda! Porque os homens que são cheios de sutileza, mas desprovidos de piedade, são apenas marionetes para o diabo trabalhar e lhe empurrar ladeira abaixo.

Aqui está um exemplo de sua sutileza, ele diz à mulher que é o vaso mais fraco para provar do fruto proibido para lhe abrir os olhos ao conhecimento, e quando ela estava sozinha com o marido e, portanto, era mais suscetível de ser vencida. “Sim, disse Deus, não comereis de toda árvore do jardim?”, replicou o diabo. Essas palavras sem dúvidas são ditas como uma resposta a algo que o diabo viu ou ouviu. A mulher se colocou numa situação bem perigosa e tentadora perto da árvore do conhecimento do bem e do mal e não tardou em colher de seu fruto, talvez ela possa estar olhando e imaginando o que havia naquela árvore mais do que nas outras, que ela e seu marido deveriam ser proibidos de comer do fruto.

Deus havia dito: “no dia em que dela comeres, certamente morrerás”, ou, morrendo tu morrerás. Mas Eva diz: “Não comereis dela, nem nela tocareis, para que não morrais”. Nunca baixe sua defesa começando a cair em tentações, isso pode ser o álcool, drogas, feitiçarias, fadiga, dívidas ou qualquer outra coisa que lhe aprisione, pois quando começamos a pensar que Deus não será tão bom quanto sua palavra arriscamos a colocar nossa salvação em jogo. Lembre-se que o diabo está ao derredor com os demônios para nos tragar.

Nossos sentidos são os portos de desembarque de nossos inimigos espirituais. Quão necessária é essa resolução do santo Jó: “Fiz uma aliança com meus olhos!” Quando Eva começou a contemplar o fruto proibido com os olhos, logo começou a ansiar por ele com o coração. Quando ela viu que era bom para comer e agradável aos olhos (aqui estava a concupiscência da carne e a concupiscência dos olhos). No mundo há pessoas que querem ser mais sábias do que Deus e não tão sábias quanto o próprio Deus, Eva tomou do seu fruto e deu também a seu marido, e ele comeu. Assim que ela mesma pecava, ela se voltava tentadora para o marido.

Qual será o sinal da vinda de Cristo a Terra?

Os apóstolos ouviram Jesus falar dos últimos dias, mas Jesus nunca divulgou o sinal específico que identificaria a geração que testemunharia o fim dos tempos e seu retorno. Sua reserva havia despertado a curiosidade deles. Os apóstolos, coçando a cabeça, anteciparam sua questão escatológica. Sabendo que Deus confirmou seus principais atos com Israel enviando sinais e maravilhas, eles lançaram sua pergunta:

Enquanto estava sentado no Monte das Oliveiras, os discípulos aproximaram-se dele em particular, dizendo: “Dize-nos, quando serão essas coisas, e qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?”… [Jesus respondeu:] “Pois como foram os dias de Noé, assim será a vinda do Filho do Homem. Pois, como naqueles dias antes do dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e eles não sabiam até que veio o dilúvio e os varreu a todos, assim será a vinda do Filho do Homem” (Mt 24:37-39).

Esta resposta concisa que Jesus forneceu carrega implicações misteriosas e monumentais. De fato, sua resposta à pergunta dos apóstolos inclui talvez a profecia mais intrigante que Ele proferiu sobre o Tempo do Fim! Jesus predisse um tempo em que os fenômenos e características da geração de Noé reapareceriam na Terra. E uma vez que todos esses traços apareciam simultaneamente, eles surgiam com um anúncio superlativo: “O Dia do Senhor está próximo! O homem entrou no fim dos tempos!”

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