Imagem ilustrativa.

Por Thais Rocholi

Apresentarei aqui um pequeno estudo sobre a linguagem, além do material que já havia mencionado anteriormente sobre comunicação. O desafio não é bem mudar sua forma de pensar, mas sim levar informação para que você reavalie sua comunicação. A nossa linguagem se concentra em nossa maneira de perceber e pensar nos aspectos específicos do mundo.

É, simplesmente, o maior recurso que o ser humano possui para alcançar o conhecimento. Alegre-se em celebrar a Palavra, pois dela dependemos para viver em sociedade, cujo papel é o de moldar a nossa cultura, uma vez que sem ela não haveria civilização. A Palavra é poder, pois  com palavras influenciamos e provocamos mudanças para uma vida melhor.

Não é o dinheiro, os bens materiais que movem o mundo ou a busca incessante por sucesso, que molda o comportamento humano, mas a linguagem, que funciona como um filtro, intensificador ou emoldurador da percepção e do pensamento.

A tradução de palavras está muito associada às culturas, tramitando como uma das dificuldades a serem vencidas, dadas às particularidades de cada emissor e receptor, se não o fazemos permitimos com que haja dificuldades de comunicação ou troca de significados. É claro que vocabulário e gramática em diferentes idiomas tendem a moldar nossa percepção do mundo e nossa maneira de pensar. É por isso que as traduções para outras línguas não são muito fáceis.  Em português e francês, azul e verde são duas cores diferentes, mas na língua japonesa, essas cores são consideradas tons da mesma cor.

As pessoas de culturas diferentes também percebem o tempo de forma diferente: para os britânicos o “tempo” é linear, passando da “esquerda” para a “direita”. Já  para os chineses, a ideia de tempo está ligada aos termos “acima” e “abaixo”. Quanto aos gregos, a percepção é pelo tamanho que irá desempenhar um papel significativo e o tempo pode ser “grande” ou “pequeno”. Biblicamente, o tempo é circular, porque não há nada novo debaixo do sol.

Outra era a declaração de Aristóteles de que o homem  por natureza aspira o conhecimento, e seus motivos para fazer com que desejemos tanto a sabedoria é que as sensações fazem brotar a memória que conduz o aprendizado pelo desenvolvimento da experiência. Precisamos reconhecer que diferente dos animais irracionais, o homem vai além da experiência, mas se estabelece nas iminências da arte e da ciência. Aristóteles apresenta uma escala de conhecimento que desperta a mente para o corpo através da sensação, memória, aprendizado, arte e ciência. Somos criaturas de Deus feitas para o aprendizado, a fim de que com a capacidade dada pelo seu Espírito Santo construamos conhecimento para realizar.

Quando você fala com as pessoas, você tem contato visual?  A falta de luz nos coloca para baixo, provoca um  transtorno afetivo nas relações. A Palavra de Deus é a luz do mundo, pois com a sintaxe construímos as frases que precisam ser tomadas de humildade para o exercício de ouvir e falar. Na semântica o que podemos fazer para não perder o controle? Seja manso e humilde, pois com a mansidão temos paciência na espera de ouvir para aprender e entender o outro. Depois tem o pragmatismo em que toda ação tem uma reação, após recebermos informações. Quanto a isso  precisamos dos frutos do Espírito Santo brotando em nosso ser interior.  Quando temos ligação com o Criador, há uma ressonância com o próximo.

Aprendemos a entender o significado das palavras, da comunicação não verbal, dos olhares, frases, entonação de voz para entrar num acordo, deixando de lado nossas autodefesas e armas pessoais. Se nossos olhos forem bons, todo o corpo será bom, mas se não conseguimos ouvir sabiamente, não haverá boa comunicação.

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