Foto por kat wilcox em Pexels.com

Por Thais Rocholi

Já tem algum tempo que não posto nada e ando um pouco ausente, mas não é por falta de motivação em escrever. Na verdade, recebi visita da minha irmã que veio de outro estado e dediquei mais esse tempo com ela. Pretendo falar sobre os períodos de recessão no Brasil até hoje, numa época em que estamos mais vulneráveis nas redes sociais ou terra que não é de ninguém.

Estava lendo sobre um trabalho publicado pelo Instituto de Economia da UFRJ que 90% da brutal queda do PIB per capita no governo petista de Dilma Rousseff foram consequências de falhas do governo. Também não vamos falar que o Brasil não cresceu nesse período, mas foi um crescimento medíocre, marcado pela corrupção.

Nesse artigo do Instituto de Economia da UFRJ, o autor afirma que:“o Brasil é um país de renda que cresce pouco, atrasado em relação mesmo aos mercados emergentes. No centro deste atraso relativo está a estagnação da produtividade, drenada pela má qualidade de educação, infraestrutura, ambiente de negócios e pelo protecionismo comercial.”

Ao ler esse artigo, não pude deixar de perceber que a linha de tendência da pobreza extrema teve efeito dominó desde o início dos anos 80, movimento brevemente interrompido entre 86-88, em grande parte pela brutal crise fiscal e hiperinflacionária que sofreu o Brasil. Logo depois, todos os governos petistas, para bom entendedor, do molusco à mula, que seguiu a mesma trajetória, permaneceu por 16 anos no país.

Uma frase bem atual de 1764 que você pode encontrar no clássico “Dos delitos e das Penas”, de Cesare Beccaria: “A perspectiva de um castigo moderado, mas inevitável, causará sempre uma impressão mais forte do que o vago temor de um suplício terrível, em relação ao qual se apresenta alguma esperança de impunidade”.

Ele previu a corrupção no Brasil por muitos anos, uma sensação forte de que, independentemente de classe, riqueza ou poder, os crimes cresceram por décadas e se tornaram mais violentos, porém sempre teve brecha para impunidade.

O sentimento de impunidade nos deixou desacreditados na democracia, cujo papel é aplicar a lei e a ordem, proteger os direitos civis dos cidadãos, consagrados na Constituição, em especial o direito à segurança.

Com as mudanças ocorridas durante o período de crise sanitária da Covid-19,  houve uma grande demanda de fraudes nas redes sociais, que a cada ano toma proporções vertiginosas. Especialmente quando muitas pessoas levaram suas tendências de compras para o online, o que foi o meu caso, mesmo nunca tendo passado por golpes na internet nesses 20 anos com meu perfil de Blog no Google em que acesso diariamente, mas  vejo que o ladrão se profissionalizou. Em 6 meses sofri dois golpes, um num site de compra e venda e outro no Instagram quando roubaram meu perfil, cuja alternativa que tive foi entrar em contato com Instagram e me denunciar, pois estavam abordando meus contatos para aplicar golpes de vendas em meus seguidores. Alguns me avisaram, e logo tomei providências em trocar meu telefone.

Não me importo em ter perdido meu Instagram, pois quem me conhece me procura no Google, reencontrei diversas pessoas no Instagram que eram meus leitores dos Blogs: Artministrando e também do Brisa Suave, criados em 2003 e 2004, ambos deletados por expor meu cotidiano.

Além de que depois das mudanças dos algoritmos do Instagram, achei a rede desinteressante, hoje o que é importante para mim, é poder levar conteúdo para você e não saber quantos são no total, pois nem fico olhando estatísticas. Os números oscilam, isso é fato, mas o problema é que o algoritmo do Instagram não mostrava mais o que eu postava, e eu costumava gastar muito tempo criando antes de compartilhar, a única coisa que eu lamento é a perda do meu portfólio de fotos e coleções de birdwatching de fotos autorais.

Essa mudança dos algoritimos já vinha acontecendo há algum tempo, e muitas vezes ficava decepcionada, frustrada e desanimada. Me cansava muito com o ditame da corrida por visualizações, mas de certa forma, finalmente percebo que não é saudável para a mente e a invasão pelo impostor cooperou para o meu bem.

Isso é para explicar em linhas gerais, que estou farta de rede social, cujas regras evoluem e através da qual sinto uma mudança que não é positiva, pois para que meu conteúdo do Instagram apareça aos meus seguidores, preciso pagar ou comprar seguidores ou você acha que influenciador não paga para ter 90 mil seguidores? Pelo que sei de marketing, eu não tenho que pagar para aparecer, marketing não é autopromoção. Marketing é você ser lembrado por alguma coisa que gere valor e que chame atenção do seu público.

As redes são, portanto, abertas a todos, sem restrições e sem nenhum custo adicional para sua exposição de fotos e vídeos, exceto o preço de uma conexão à Internet.

Todo mundo está sempre em frenesi quando se trata de socializar online. Até mesmo o mundo corporativo entrou na onda e as empresas estão muito ativas online, postando atualizações e respondendo a perguntas. Mas não pense que a internet seja um mundo que é regulamentado, pois não tem nenhuma forma de moral ou leis que se possam cumprir.

Encontramos muitos riscos em plataformas sociais nesse período pós pandemia e agora mais ainda quando com as guerras se aumenta a crise mundial, sobretudo quando os terrenos vulneráveis da rede podem ser fronteiras do crime. Você pode encontrar muitas pessoas nas mídias sociais que falsificam suas personalidades e informações pessoais.

Albert Einstein certa vez alertou: “Temo o dia em que a tecnologia superará nossa interação humana. O mundo terá uma geração de idiotas.” A mídia social não deixa de nos informar sobre o que está acontecendo ao redor do mundo, mas também não deixa de ser viciante. Hoje recebi um email marketing falando que o Metaverso fez o primeiro casamento online e o santo casamenteiro foi o Leandro Karnal, você se casaria online, sem conhecer pessoalmente seu namorado? A fuga da realidade está se tornando algo rotineiro na vida de muitos adeptos do ambiente virtual. Gostaria de ouvir sua opinião sobre o que acha disso.

Os criadores dessas redes não previam que suas criações seriam centros de crime e decadência social. Acabar com as mídias sociais pode não ser uma tendência vantajosa para a sociedade, mas é preciso ter um cuidado redobrado.

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