Foto por Tima Miroshnichenko em Pexels.com

Por Thais Rocholi

As várias interpretações de obras de ficção é um fato, isso se comprova quando as reações de espectadores da Internet passam por três linhas interpretativas e três tipos de julgamentos sobre filmes: alguns julgam os filmes que assistem, conforme  sua integração bem-sucedida ou não, outros a partir dos efeitos especiais que decoram o filme, enquanto poucos apreciam o discurso do filme. No entanto, as raras pesquisas que preocuparam o público mais letrado revelam diferenças ainda mais radicais.

No sentido crítico, alguns escritores escondem sua falta de inspiração por meio de artifícios puramente formais. Outros consideram que a obra formal evidencia o verdadeiro tema de seu trabalho, o “quase nada” do quotidiano. Existem três tipos de interpretação do romance basta observar o leitor brasileiro, o que irá depender se este se sente mais ou menos próximo dos heróis.

O que desejo lhes dizer é que com respeito a diferenças nas interpretações de hoje, podemos fazer um paralelo a partir do momento em que se coloca as interpretações de uma obra em diferentes períodos e lugares da história, o que irá tornar trazer muitas disparidades entre esses períodos. Um certo melodrama torna-se um filme biográfico, só que mais tarde passa a ser um drama romântico.

Portanto, não é razoavelmente possível,  o que parece negar a instabilidade das obras de ficção quanto ao significado que lhes é atribuído. Certamente, os autores especializados que estudam um autor ou uma obra defendem a ideia de que há uma interpretação mais justa ou mais completa e, muitas vezes, aquela que defendem seguem com serenidade à defesa dos valores contidos naquilo que se acredita ou se entende como “o que há para se compreender. “

Infelizmente, é fácil ver que a interpretação em um determinado contexto é diferente daquela que prevalece em outros ambientes e modos de vida. Além disso, quando comparamos cuidadosamente uma interpretação particular com uma obra, descobrimos que esta última oferece uma descrição cabalmente precisa para ser levada a sério e, assim, se escolhe com cuidado o que se considera decisivo na obra para justificar seu ponto e legitimar seu julgamento. Quanto a isso, as interpretações diferentes parecem capazes de aplicar à obra “filtros” distintos, cada um não menos razoável que o outro.

Na verdade o que se ver hoje, é que existe uma instabilidade das obras assim que entram em contato com diferentes públicos que passam a dar outras conotações, inclusive aos personagens.

Quando um filme é passado para públicos diferentes, há várias interpretações do mesmo texto, que não se torna mais o mesmo. Cada uma dessas formas de interpretação possuem suas próprias leis, cujo papel é associar a outras artes, outros gêneros, outros textos.

É sempre interessante ter referências capazes de nos guiar em nossas análises interpretativas. Particularmente, o que se espera, é que isso nos permita fixar o significado dos valores e princípios daquilo que nos é transmitido.

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