Imagem ilustrativa.

Por Thais Rocholi

Enquanto estava buscando pesquisas para escrever sobre a Páscoa, o que mais apareceu em minhas buscas no Google foi coisas relacionadas ao paganismo, como símbolos de coelhinho, ovos, chocolate, alegria e festas.

Sei que muitos vêm aqui em meu Blog já com a expectativa de encontrar material novo e autêntico e fico também imensamente grata quando sei que muitas autoridades gostam de ler as coisas que eu escrevo. Sou assinante de alguns canais de vocês, leio também sobre a influência de seus programas na sociedade e confesso que simpatizo muito e tento agregar mais ao meu modo de viver.  

Ano passado nessa época falei da Páscoa, do Pentecostes e da Festa dos Tabernáculos, explicando cada um desses eventos na história. Como estamos na estação da Quaresma, vejo como um tempo para refletirmos sobre nossa vida com Deus e nossas renúncias de uma vida idealizada, trazendo a memória o sentido do sofrimento de Cristo na cruz, suas lágrimas, humildade e mansidão ao entregar a vida por amor à humanidade. Quando observamos o  simbolismo de cada um dos elementos da Páscoa, algo desperta dentro de nós.

A priori, precisamos saber que a Santa Ceia nasceu de uma Ceia Pascal Judaica. Precisamos nos enxergar na Páscoa trazendo Jesus para nossas vidas. A Páscoa é a passagem da escravidão do povo judeu no Egito para a liberdade na Terra Prometida.

Por essa razão os judeus celebravam a Páscoa e ainda seguem introduzindo a Ceia Pascal. Os judeus são ávidos seguidores desse enriquecedor ritual cheio de simbolismos. Come-se ervas amargas, pão sem fermento, cordeiro e vinho não fermentado. Como Jesus era judeu, Ele também celebrou esta Ceia Pascal. Mas como você deve saber, em sua última ceia, Ele deu um significado muito mais profundo a esse ritual.

Você já parou para pensar sobre os símbolos da Páscoa para aqueles que atravessaram o mar vermelho e para nós que passamos pela cruz?

Os elementos que constituem a Páscoa de Israel foram os mesmos da saída de Israel do Egito até o ano 70 quando o templo foi destruído pelo general Tito. Hoje é muito importante nós observarmos de que forma os elementos da Páscoa podem influenciar em nossas vidas. Quanto a isso, o Senhor foi bem específico e metódico no que deveria fazer parte da ceia de Israel naquele dia.

“15 E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça;

16 Porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus.

17 E, tomando o cálice, e havendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós;

18 Porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o reino de Deus.

19 E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim.

20 Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós.” (Lucas 22:15-20)

Há uma relação muito forte da Páscoa dos judeus com o motivo de libertação  dada por Jesus Cristo.

Os preparados da Páscoa concentram primeiramente o cordeiro pascal inteiro, que deve seguir um tempo certo de preparação. Trata-se de uma reunião familiar onde se compartilha o cordeiro sentados na mesa.

O cordeiro é o símbolo da mansidão de Cristo, de sua humildade e entrega total, é para Ele que devemos olhar.

Nesse generoso banquete, Cristo pagou um alto preço por nós, cuja carne foi totalmente consumida, assada no forno, nas chamas. Por falar nisso, a Páscoa está associada à passagem do anjo da morte e também da pressa do Senhor em resgatar o seu povo. Mas considere que por essa razão, o cordeiro deva ser totalmente queimado (assado), o que expressa o sofrimento do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Nesse ritual da Páscoa, não se come nada cru ou cozido.

“Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.” Isaías 53:4

A família chamada Israel tem como memória a Igreja, todos em comum. Através de Jesus Cristo somos feitos filhos de Deus. Cristo é o responsável por fazer de Israel e a Igreja, a família em Deus. Na mesa da Páscoa não se deve deixar nada para o outro dia.

Obviamente que tanto para Israel quanto para a igreja é proibido comer sangue, o sangue servia apenas para marcar a porta, como significado do preço de resgate do primogênito. O sangue fala de nossa libertação e de nosso resgate, pois o preço de uma alma é o sangue. Veja  Hebreus 9:12.

“Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados.” Hebreus 10:4

O sangue de Jesus vertido na cruz trouxe a redenção eterna e  purificação de nossas almas.

As ervas amargas também são elementos de muito significado, o que pode se acrescentar sobre aquela noite, é que todos os primogênitos estavam condenados a morte, uma memória viva de que o cordeiro foi substitutivo de Deus. Isaias 53: 4-6 fala de lembrarmos do sofrimento de Israel no cativeiro, além do sofrimento que passamos antes de encontrarmos a Cristo.

Em Israel se usa o rábano (armoracia rusticana), conhecida também como nabo japonês, uma raíz forte que nos faz chorar, e, então, passamos a nos lembrar do sofrimento do Filho de Deus e de Israel no Egito.

Jesus e Israel sentiram o amargor e pensaram que estavam sem paz e sem salvação. A alface (chazeret) também é utilizada para simbolizar essa amargura. Quando Jesus subiu no Getsêmani, ele suou gotas de sangue pela dor que padeceria na cruz. O que mais poderia acontecer?

O Criador do universo foi maltrato e humilhado pelas suas criaturas. As ervas amargas servem para pensarmos em toda tristeza e dor que o Messias passou na cruz.

A Charósset é uma pasta que mistura maçã, uva e nozes, além de que você pode acrescentar tâmaras, canela e vinho, cujo simbolismo é a argamassa que era usada pelos judeus para fazer tijolos.

Outro elemento da Páscoa é o pão sem fermento, pois o fermento é símbolo do pecado  que nos separa de Deus. O Cordeiro de Deus não tinha pecado e estava isento de toda norma moral. Suas palavras nos alertavam para que tomássemos cuidado com o fermento dos fariseus. Mas o que é o fermento? Simplesmente, as doutrinas erradas, as heresias, a apostasia e os pecados. Na Páscoa no lugar do pão com fermento temos os asmos, a massa pura, sem fermentação, pois o fermento não faz parte da massa.

Os israelenses nessa época brincam com as crianças quando espalham migalhas de pão fermentado, ou pedaços de biscoitos nos ambientes domésticos para que as crianças descubram e tirem o fermento da casa, o resultado é que além de ser uma brincadeira educativa, elas  ganham em troca presentes. O significado desse presente que recebemos para tirar o pecado de nossas vidas é o preço  pago por Jesus.

Resumindo, a Páscoa não é bebida e nem comida, mas Cristo que se manifesta na vida comum de cada um de nós.

És Bem-Vindo, Cordeiro

Pr. Sóstenes Mendes

És bem-vindo, Cordeiro de Deus
Exaltado na terra e no céu

Santo que tira o pecado do mundo
É chegada Tua hora
Vem para reinar

És bem-vindo, Leão de Judá
Exaltado na terra e no céu

Santo que tira o pecado do mundo
É chegada Tua hora
Vem para reinar

Reina sobre nós, Messias
Maranata, vem Senhor Jesus

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