Imagem da internet.

Por Thais Rocholi

As midias sociais para a comunicação seguem sendo um grande desafio para os profissionais que dependem dessas plataformas. Mas daí, surgem algumas indagações, que tipo de trocas podemos ter e não ter por e-mail com clientes em potencial ou com clientes regulares? São questionamentos que todo profissional enfrenta quanto na verdade não se tem uma resposta tão simples.

De fato, hoje, somos obrigados a determinar por nós mesmos o que podemos e o que não devemos fazer, pois as tecnologias de comunicação se desenvolvem com tanta rapidez que a ética profissional não consegue acompanhar. O que postar? O que não postar? Quem contactar? Em vista disso, acredito que você se diferencia pelo bom senso e boas maneiras que devem prevalecer.

Coloco aqui duas palavrinhas que, à princípio, parecem não caber na mesma frase: reflexão e redes sociais. Concordamos que na midia social as pessoas querem o imediatismo e, não apenas isso, todo mundo tem o desejo de viralizar antes de refletir, pois refletir sugere a calma necessária para estabelecer um estado de introspecção.

O que une reflexão e redes sociais é a educação, sim a educação! Porque num contexto educativo, a utilização das redes sociais exige abrandar, sensibilizar e começar a refletir sobre a sua utilização.

A importância da ética nas redes sociais nos leva a mensurar que funcionários e colaboradores devem evitar publicações com temas polêmicos, fotos indevidas, emitir opinião desqualificada e comprometedora e, claro, evitar publicações negativas sobre a própria empresa. Em todo trabalho que já atuei e nas minhas relações pessoais jamais usei palavrões. Não sou nenhuma santa, mas sou sensível ao meu público. Acho vulgar e vejo muitas pessoas que também se sentem ofendidas ao ouvir uma mulher falando palavrão.

Hoje, o mundo inteiro está com a faca e o queijo na mão para encontrar tudo o que se quer saber sobre alguém com uma simples pesquisa no Google. Assustador, não é? Sem exageros, nossas contas de midia social funcionam basicamente como um currículo digital. Por esse motivo, é mais importante do que nunca gerenciá-las com cuidado.

De fato, um empregador  ou um cliente em potencial (ou atual) pode aprender muito mais sobre você folheando suas fotos no Instagram do que lendo seu currículo.

No Facebook e em outras redes sociais, além de se ter facilidade para buscas de informações profissionais, também ficam expostos dados pessoais. Nesse sentido, diante da possibilidade do acesso de clientes a perfis de profissionais nas redes sociais, podem surgir mudanças na relação entre eles, a depender dos dados postados.

Assim, algumas ações e comportamentos online nas redes sociais trazem a tona impasses éticos e de profissionalismo. Sabe-se que o profissionalismo e a competência dos profissionais são fundamentais. Em contrapartida ao que se defende, você contrataria uma historiadora ou uma médica que mostre os glúteos em cada foto que posta no Instagram? Quer saber? Sem dúvidas, quem se comporta assim está longe de dominar uma boa conduta profissional compatível com o que muitos clientes esperam.

Apesar de ainda não existir consenso sobre o conceito de “profissionalismo”, penso que seja o compromisso que se tem com a competência profissional e a confidencialidade com o cliente, cuja integridade na profissão deva ser resguardada naquilo que se faz e posta. Dessa forma, o conceito de profissionalismo está intimamente relacionado com a ética. Desenvolver sua própria marca pessoal requer trabalho e treinamento.

Certa vez, alguém falou que nunca posta nada no Facebook, Twitter, Instagram, YouTube  e LinkedIn  que jamais gostaria de ver na primeira página de um grande jornal ou de uma grande revista. Então isso é o que eu chamo de regra de ouro das midias sociais.

Não é preciso falar que não se deve usar uma foto pessoal tirada na praia como avatar no LinkedIn. Alguns cavalheiros e damas se sentiriam insultados, mas fica claro que todo mundo pode aprender sobre bons modos.

Ao pensar em se comunica por WhatsApp com outros profissionais ou clientes, não se esqueça de que o mesmo vale para o seu perfil no aplicativo, a menos que queira passar a mensagem de entretenimento sem cultura e falta de profissionalismo. No entanto, é possível ser firme com um sorriso.

Não precisa ser uma foto tão séria quanto a do LinkedIn, basta uma imagem neutra. Para preservar sua privacidade e evitar constrangimentos.

Se você trabalha para uma empresa, você é um representante da marca. Pense antes de postar qualquer coisa que possa ser mal interpretada, pois isso também pode refletir de forma negativa a  imagem da empresa que paga o seu salário. Não esqueça de se certificar sobre suas contas de midia social que devem refletir com precisão a pessoa profissional e de bom gosto que você é na vida real.

No caso de decidir manter sua vida pessoal longe de seus colegas de trabalho ou não quiser censurar suas selfies, sugiro manter todas as suas contas privadas. Com isso, se alguém quiser bisbilhotar seu perfil, terá que pedir permissão. Para o Facebook, eu recomendaria sempre ajustar suas configurações de privacidade, porque você não tem controle sobre o que seus amigos postam sobre você. Dessa forma, você terá certeza de que seu chefe não poderá ver o álbum de fotos intitulado “Festa do bikini na praia” sem antes pedir para ser seu amigo.

Palavra de ordem não é sucesso, é cautela

As redes sociais podem ser muito úteis para os profissionais, pois podem melhorar o exercício de uma profissão se forem utilizadas de forma prudente e inteligível. Não gosto muito da palavra “sucesso”, na verdade, nunca gostei, acho um pouco irônico e medíocre. É simplesmente necessário dedicar um tempo para refletir sobre a relevância, as repercussões e as consequências que as informações publicadas podem ter.

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