Revolução Russa.

Por Thais Rocholi

A ideologia foi criada por Destutt de Tracy em 1796 para forjar uma ciência das ideias com a finalidade de promover ações sociais e políticas. No século XIX, Marx lança mão do termo para denunciar a filosofia idealista de Hegel e seus discípulos Feuerbach, Stirner, entre outros.

A ideologia para Marx é uma inversão da realidade, quando em seus discursos afirmava que a religião ou o lado místico da classe dominante e conservadora promulgava de forma consciente “falsas crenças” que lhe assegurava a preservação do poder. É, portanto, aos seus olhos, o oposto da ciência.

Os marxistas aprofundarão esta tese no século XX. Althusser, por exemplo faz a distinção de aparatos estatais repressivos (como a polícia) de aparelhos estatais ideológicos (como a escola). Quanto a isso, a própria crítica das ideologias não é uma guerra ideológica, o que torna impossível toda ciência?

A ideologia, segundo Ricœur, não apenas distorce a realidade, como também permite que o poder se torne legítimo e os indivíduos se integrem em um destino comum.

Quando a linguagem tem a função de persuadir, põe em jogo técnicas de oratórias codificadas pela retórica. Os linguistas sabem muito bem diferenciar a função simplesmente descritiva da linguagem de sua função pragmática: a fala é então equivalente à ação.

Vamos refletir em Sócrates. Você sabia que Sócrates não escreveu nada? Vamos pensar no por quê a filosofia desse autor grego é conhecida apenas através dos diálogos de Platão e Xenofonte.

Simplesmente pelo fato desse filósofo  pensar que a verdade é “dialógica”, o que quero dizer é que somente através do diálogo que se pode filosofar. Nesse caso, Sócrates condena a escrita porque quando temos uma ideia fixa, arruinamos com o esforço de reflexão. O pensamento, que surge isoladamente, é, aliás, para  Sócrates no Teeteto (livro de Platão), apenas um “diálogo da alma consigo mesmo”.

Os tiranos  lideram com todas as suas forças e armas e não ouvem ninguém. Platão já, sabiamente, dizia que não tem como evitar que a tirania não leve à crueldade. Não pense  que os tiranos irão acabar um dia. Frente ao que se ver, atribuímos esse título, especialmente, aos autocratas sem piedade.

Vamos pensar num governante solitário que precisa nomear seus líderes. Ditador também é a palavra certa para o que estamos falando. Numa ditadura, o poder se concentra nas mãos de uma ou poucas pessoas, ou de um partido. O resto da população tem que se curvar a à “boa vontade” desse partido.

Um único governante ditador, autocrata e tirano vitalício

Convenhamos, eles não são reciprocamente exclusivos? Um autocrata como Joseph Stalin (1878-1953) certamente coloca um autocrata, ditador e tirano em seu perfil do LinkedIn.

Na Teocracia, Deus é que manda

Mais um nome grego para se referir ao regime teocrata, Deus (theos) está oficialmente no comando, embora ele não apareça nos horários de expediente. O alto clero, portanto, tem a palavra final.

Essa forma de governo você encontra em países como Irã e Arábia Saudita. O Estado Islâmico também se apresentou como uma teocracia. O que eles alegam? Simplesmente que se siga o Alcorão.

Democracia: o poder emana do povo

Não sei se é para rir ou para chorar, mas vamos nos divertir. Numa democracia, o poder emana do povo (demos). Nas cidades-estados da Grécia Antiga, os cidadãos costumavam tomar decisões, mas nesse jogo, a norma é a democracia parlamentar. Pode até ser compassivo e paternal, os cidadãos escolherem representantes que lideram o país em seu nome.

Na teoria é uma coisa, mas na prática é outra história. Muitos países autocráticos se autodenominam uma democracia. A Coreia do Norte, por exemplo, é oficialmente conhecida como República Popular Democrática da Coreia.

E não se engane! Vladimir Putin também foi eleito, embora essa eleição tenha pouco valor, porque os russos não têm escolha.

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