Hippolyte Flandrin – Pintor francês (1809-1864)

Por Thais Rocholi

Estamos próximos da chegada do Domingo de Ramos, irei contar algumas histórias para que de repente seu humor seja transformado e sua dor de cabeça que tem como culpada algumas mediocridades em murmúrios, diante de tantas guerras internas, te leve para um lugar maior e incomparável! Já, se você é uma pessoa que aspira alegria e paz interior sabe disso!

Nessa época, por toda a face da terra, cristãos celebram a entrada de Jesus em Jerusalém, o que irá marcar o início da Semana Santa que nos faz relembrar a vitória eterna da ressurreição de Cristo. É, portanto, um tempo de memória a fim de que guardemos em nossos corações tudo o que o Senhor realizou por nós.

 “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis ai te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta.” ( Zacarias 9:9)

Se você veio aqui consultar meus textos, é porque saberá que colherá dos benefícios desses frutos para sua vida.

O cumprimento dessa profecia se evidenciou na expressão do desejo e anseio de todos aqueles que o estavam esperando:

“No dia seguinte, a numerosa multidão que viera à festa, tendo ouvido que Jesus estava à caminho de Jerusalém, tomou ramos de palmeiras e saiu ao seu encontro, clamando: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor e que é Rei de Israel.”  (João 12:12-19)

Algumas curiosidades para você acordar e ver que a história é viva:

Os romanos da Antiguidade tinham um hábito muito importante: todas as vezes que um general, um líder importante, voltava de uma dura batalha com uma retumbante vitória, ele entrava na cidade de Roma e tinha que deixar o exército do lado de fora, num grande campo aberto, que era chamado de Campo de Marte – dedicado ao deus da guerra.

O general subia numa biga, aquele carro de combate com dois cavalos, conduzida por um escravo. O líder se apoiava na lateral da biga para ser aclamado pelo povo. E atravessava toda a cidade de Roma até o senado, onde seria agraciado com a maior honraria que um general poderia receber naquela época: uma bandeja com folhas de palmeiras em cima.

Era uma honra inacreditável. Tanto que, contam os cristãos, no Domingo de Ramos se fez um tapete com folhas de palmeiras para Jesus de Nazaré. Qual o outro nome que a gente dá em português para uma bandeja de prata? Salva. Portanto, o general ia receber no senado uma salva de palmas. Com o tempo, a salva de palmas foi substituída por “aplausos”, dado que as nossas mãos parecem mesmo com folhas de palmeira.”

Naquele domingo, Jesus cavalga como um Rei conquistador e de forma simbólica, falamos sobre a entrada triunfal como uma representação da segunda vinda de Cristo, especialmente como esse aspecto tem uma relação com a maneira triunfal de sua volta profética.

Jesus é herdeiro do rei Davi e, por ser herdeiro, estaria isento dos impostos. Mas a noção de não pagar os impostos contraria a regra, muitas pessoas ficam surpresas em ver o rei mostrar seu lado mais humilde. Jesus deu a César o que era de César e nos ensinou a prática da modéstia ao pagar o imposto.

Em Mateus vemos o início do seu evangelho. Como escritor e homem judeu seu olhar faz uma costura de fatos e história que reforçam Jesus de forma profética como o Messias. O libertador e herdeiro real.

Sua autoridade vem de sua simplicidade, da paz de Deus, a única fonte de poder para salvar a humanidade. Ele não chega montado em um cavalo bonito e feroz, mas em um jumentinho modesto e pacífico. Assim, sua realeza estende-se até aos confins da terra, pesquise em Zacarias 9:10.

O burro é um instrumento que simboliza o triunfo de Jesus, onde encontrou o retrato de todos os cristãos que usam seus talentos ou profissões para levar Cristo para amigos, colegas, conhecidos a fim de que só Ele seja glorificado.

Ele veio para libertar os cativos. Significa dizer que muitas pessoas vivem prisioneiras de seus pensamentos, de seu sofrimento, de sua situação. Mas, não desanime se as tribulações roubam a sua paz, Jesus é o único capaz de tirar esse fardo de nossos ombros e nos permite experimentar um novo começo.

Assim como o dono não pode segurar o jumentinho quando Jesus o chama, nada pode nos impedir de ir a Cristo quando Ele nos chama a segui-Lo. Nenhuma falha pode nos afastar de Deus, nenhum vínculo pode nos impedir de viver livres. Por isso, não deixe as coisas banais desse mundo dominar a sua mente, a vida é curta demais para optarmos por reclamações e murmúrios, seja flexível e compreensível.

A aclamação de Cristo nessa época em que celebramos sua entrada em Jerusalém é um retumbante louvor e uma explosão de esperança no rápido estabelecimento do reinado de Davi e, portanto, na tão desejada redenção de Israel.

Jesus entra triunfante não mais em guerra, nem num cavalo ou carros de guerra com a necessidade de demonstrar força. Ele entra em triunfo como Rei. Um Rei que no fim da semana será sacrificado por seu povo. Para a nossa esperança, Ele triunfa, porque sua missão era vitoriosa. Depois de três anos, o momento da páscoa levaria as pessoas a lembranças de libertação do Egito. Memórias que se se misturavam ao momento político agora de julgo romano para o hebreu.

Hoje estamos aguardando a fidelidade de Suas promessas eternas, cuja revelação aponta que Deus exercerá o seu juízo neste mundo quando em poder e glória, Cristo Jesus, aclamado pela sua Igreja Triunfante, voltará pela segunda vez.

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