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Por Thais Rocholi

Estamos no período que antecede o Natal e como Natal é nascimento, é vida, o que tenho a dizer tem a ver com formação e integração familiar.

O advento é uma palavra de origem latina – adventus – que significa vinda, chegada.

Nas obras cristãs dos primeiros tempos da Igreja, especialmente na Vulgata, adventus que antes tinha uma origem pagã, se transformou no termo clássico para designar a vinda de Cristo a terra, ou seja, a Encarnação, inaugurando a era messiânica e, depois, sua vinda gloriosa no fim dos tempos.

Seu início é no quarto domingo antes do dia de Natal, o Advento pretende ser um curto período de preparação espiritual que conduz à nossa celebração da Encarnação de Cristo.

Advento não é uma programação ou agenda, é um estado de espírito a ser adotado. A forma varia de pessoa para pessoa, mas os temas velados do Advento nos leva à autorreflexão, antecipação, fé nas promessas de Deus, esperança no futuro e, principalmente, à alegria desenfreada pela chegada do presente inestimável de Deus, o nascimento de Jesus. Esse é o principal motivo que o torna tão especial a fim de nos edificar no Natal.

Maria foi escolhida por Deus para conceber em castidade do Espírito Santo, sendo ainda noiva de José. Como esse homem reagiu ao saber da gravidez de Maria?

José era um homem justo e, a princípio, não havia compreendido o que estava acontecendo quando viu Maria grávida, imagino que ele tenha ficado perturbado e inseguro. Foi então que o Anjo apareceu e lhe explicou o que estava acontecendo.

Em sonho, o Anjo anunciou a José que Maria concebeu pela ação do Espírito Santo. Quando Jesus nasceu, o Anjo apareceu novamente para lhe dizer que levasse o Menino e sua Mãe para o Egito, e depois que os trouxesse de volta do Egito para a Terra de Israel. José era o homem das aparições, sempre atento às orientações de Deus por meio do Anjo na condução da Sagrada Família.

Todas as vezes que passa pela cabeça de uma gestante a prática do aborto, imagino que seja porque alguma coisa de anormal ocorreu em sua vida: gravidez indesejada, estupro, problemas financeiros para cuidar do bebê e tantos outros problemas.

Hoje, com todas essas competições que vemos entre homens e mulheres para saber quem é o mais forte, a liberação sexual é uma tecla que bate na sociedade e o número de gravidez independente ou aborto sobe a cada dia. Não há dúvidas de que o objetivo da mídia é fazer uma lavagem cerebral na cabeça da população que representa seus consumidores em potencial.

E nesse  “fim dos tempos”, o caos que se aproxima com homens se afeminando e mulheres se masculinizando, fica da vez mais em evidência o homossexualismo e a prostituição, frente à liberação sexual, a AIDS, a Sífilis e outras doenças que se propagam como uma peste no carnaval.  A insegurança quanto ao futuro é cada vez maior, sobretudo, o medo  de  uma  possível androginia generalizada com uma bissexualização de toda a humanidade.

Ora,  se  já  não  se  pode  mais  diferenciar  o homem da mulher e vice-versa, qual será o futuro da humanidade? Ressalto aqui,  quando  me  refiro  a  papéis  ou  padrões  de comportamento  masculino  e  feminino que  estou  falando  do fator biológico quanto ao que é ser homem e o que é ser mulher.

Os seres humanos são criados à imagem de Deus. A possibilidade de procriar e participar da criação com o Autor da Vida faz parte dos dons que Deus nos deu. Somos convidados a medir o valor desse dom sagrado e apreciá-lo.

Dentro do ponto de vista antropológico e biológico, o objetivo da humanidade é a perpetuação da espécie e de sua linhagem. Como haverá procriação entre duas mulheres ou dois homens, quando se tem uma luta de vida ou morte entre homens e mulheres?

Conta-se que na pré-história, idade da pedra, as mulheres quando ficavam grávidas eram fáceis presas de predadores e para que elas se salvassem era preciso estar ao lado de um homem que as protegessem.

Com isso, era possível que o homem tivesse certeza de que o filho que a mulher estava gerando pertencia a ele. Nesse caso, não tinha como desconfiar de que não era, pois ele acompanhava a gravidez para não ter dúvidas de que sua semente iria crescer. Dentro deste aspecto, a função do homem era, simplesmente, a de proteger a vida daquela fêmea e da sua prole até que ela crescesse.

Certamente, a partir daí o mundo passou a ter dois tipos de homens: este que estava com a mulher para se certificar da continuidade da sua semente e o outro que saía fecundando várias mulheres, sem acompanhar o processo de gestação de nenhuma. Nessa mesma linha de raciocínio surge essas duas classificações arbitrárias que tem perdurado até os dias de hoje.

As mulheres que copulavam com vários machos, não conseguiam sobreviver, tendo como destino morrer logo em seguida, uma vez que eram destruídas pelos predadores. Não por serem fracas, mas pela gravidez, que, geralmente, deixa a mulher imóvel e pesada incapaz de fugir dos mamutes predadores.

As mulheres bem-sucedidas nos relacionamentos sabem disso, e, certamente, tem seu fardo aliviado.

Por essa razão, da fertilidade das mulheres, os homens desenvolveram dois problemas: a insegurança por não saber se é o pai da criança e a violência pela disputa da fêmea que também era agredida por estar-lhe traindo. De modo geral, nós mulheres precisamos admitir que tem duas características que surgiram em nós com esse problema, a insatisfação de querer sempre o melhor e o desequilíbrio por causa do período menstrual.

Dentro desse contexto antropológico e social, a mulher que sempre deu preferência a estar ao lado daquele macho que a protegia, repelindo os outros machos que a violentava, apanhava menos quando aparecia outros homens para atacá-la, porque o que estava ao seu lado a protegia. Daí surgiu o amor, o afeto e o carinho.

Quando a mulher descobriu o poder da castidade que tinha para dar segurança ao homem de que a prole pertencia a ele, a escolha pelo macho ficou cada vez mais refinada.

No plano original de Deus, toda gravidez deveria ser fruto da expressão do amor entre um homem e uma mulher comprometidos um com o outro no casamento. Cada gravidez deve ser desejada e cada criança deve ser amada, cuidada e protegida, mesmo antes do nascimento.

Por todas as eras, Satanás fez de tudo para estragar a imagem de Deus, degradando todos os projetos que Ele tem para a humanidade.

A vida é uma dádiva de Deus, e Deus é o Autor da Vida. Em Jesus reside a vida (João 1:4). Deus está profundamente apegado à sua criação e especialmente à humanidade.

Além do mais, a importância da vida humana é claramente vista no fato de que depois da queda no Éden (Gênesis 3), Deus “deu o seu Filho unigênito”, para que todo aquele que nEle crê e deposite sua fé não se perca, mas tenha a Vida Eterna” (João 3:16). Deus poderia ter abandonado a humanidade pecadora e encerrado a aventura humana, mas escolheu preservar a vida.

A Bíblia diz que Deus conhece todos os seres humanos antes mesmo de serem concebidos. “Quando eu era apenas uma massa informe, seus olhos me viam, e em seu livro foram escritos os dias que foram moldados, antes que qualquer um deles existisse”. (Salmos 139:16).

Em alguns casos, Deus interveio na vida pré-natal. Sansão foi chamado para ser “um nazireu de Deus” desde o ventre de sua mãe. (Juízes 13:5).

O servo do Senhor é chamado “desde o ventre” (Isaías 4:1-5). Jeremias foi escolhido como profeta ainda antes de seu nascimento (Jeremias 1:5), assim como Paulo (Gálatas 1:15), e João Batista foi “cheio do Espírito Santo desde o ventre de sua mãe” (Lucas 1:15). A respeito de Jesus, o anjo Gabriel explicou a Maria: “Portanto, a criança que nasce será santa, ele será chamado de Filho de Deus.”(Lucas 1:35).

Em sua encarnação, o próprio Jesus viveu o período pré-natal da vida e foi reconhecido como o Messias e o Filho de Deus logo após sua concepção (Lucas 1:40-45).

Na Bíblia fica claro que a alegria (Lucas 1:44) e mesmo a rivalidade (Gênesis 25:21-23) são experiências que podem ser vividas por uma criança no ventre de sua mãe. E mais, os filhos que ainda não nasceram têm real importância aos olhos de Deus (Jó 10:8-12; 31:13-15).

A lei bíblica dá grande consideração à proteção da vida humana e aponta o dano causado a uma criança ou a uma mãe, seja no aborto ou por agressão física às mulheres, como sendo motivo de grande preocupação e gravidade (Êxodo 21,22, 23).

No Natal não há espaço para a tristeza, pois acabou de nascer a própria vida, a mesma que põe fim ao temor da mortalidade e nos infunde a alegria da eternidade prometida.

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