Carlos I em Três Posições, 1635 – 1636 – Antoon van Dyck (expressa três pontos de vista:  perfil, frontal e três quartos). É um pouco estranho porque hoje lembra as fotos que tiramos para obter uma carteira de identidade nacional! Ou mesmo, como se desejassem colocar você numa delegacia de polícia!  Por que o famoso pintor fez esse retrato?  Se você olhar para a imagem, é apenas o busto do monarca.  E em cada um dos retratos ele usa uma roupa diferente. Será a personalidade?

Por Thais Rocholi

Todos nós somos seres sociais dotados de uma necessidade profunda de apego e comunicação. Muitas pessoas falam sobre personalidade sem ao menos entender ao certo o que ela significa. É comum ouvirmos “minha personalidade é assim, aceite quem quiser e eu não vou mudar”.

Mas será que você é tão irredutível que passa ano e entra ano, é incapaz de alterar os modos de pensar e agir? Será que não tem mesmo a mente aberta para mudar e conviver melhor com as outras pessoas?

Afinal, sem os outros não sobreviveríamos. As diferenças de personalidade e temperamento afetam a educação, pois quando se é criança é necessário que os pais identifiquem áreas que precisam de um esforço especial para que seus filhos possam alcançar o mesmo nível de educação moral.

Mais importante, a palavra personalidade é derivada da palavra grega “persona”, que significa “máscara”. Na antiguidade grega, “personalidade” era usada para significar qualidades externas. Logo, essa noção não explica o significado completo da personalidade.

O nosso temperamento nasce com a gente, por isso que pessoas que cresceram juntas podem ter formas diferentes de reagir ao mundo ao seu redor.

É claro, há formas e formas do temperamento se manifestar em cada um de nós. Às vezes, há pessoas que têm tendências mais pessimistas, outras são mais sensíveis. Tem também aquelas que expressam uma liderança natural, outras são doces ou extrovertidas, isso tudo representa as características do temperamento humano que não significa serem boas ou ruins.

No entanto, não se pode mudar temperamento, dado que se você for introvertido sempre será introvertido ou uma pessoa com espírito de liderança nunca estará satisfeita se for subordinada. Em contrapartida, o temperamento pode ser domesticado quando exercitamos nossas habilidades que foram ensinadas pelos nossos pais.

Quanto ao caráter, elencamos os traços morais e éticos como honestidade e senso de justiça. Diferentemente do temperamento, o caráter não é inato, mas pode ser trabalhado. Por isso, ele é construído ao longo da vida e tende a se alterar.

Nossos traumas e tudo aquilo que vivemos por escolha ou sem escolha são tendenciosos a interferir em nosso caráter, tanto para o bem quanto para o mal. Por exemplo, se você foi magoado pode se tornar menos empático ou se ficou seriamente doente pode se tornar mais generoso.

A personalidade é a união entre caráter e temperamento, cujo conjunto se origina da mente sem estar mesclado às experiências sensíveis. Pode ser notavelmente constituída pelas tendências básicas, sentimentos e desejos de cada um ou o mesmo vale para o agregado de tendências comportamentais, que se expressam no convívio social do indivíduo. Aristóteles falava que a personalidade demonstra avidez com os instintos físicos e internos, sobretudo procurando estabelecer um ajuste com seu ambiente.

Não se pode suplantar a conclusão de que a personalidade é uma organização de todas as qualidades mentais e físicas de cada ser humano, o que particularmente irá determinar o ajuste dessa pessoa com o meio ambiente.

Não é de hoje que desde a antiguidade grega, a moralidade era entendida como uma medida da elevação de alguém acima de si mesmo, isso indica simplesmente que cada um de nós somos responsáveis por nossos atos. Vamos supor que a tentação de um vício seja algo muito forte na vida de alguém, a sensação que surge é de que muitas vezes não seja possível deixar tais práticas, embora tanto possa incomodar, de repente pode ser uma tortura sufocante que se reflete em todo o corpo.  As reflexões morais parecem surgir em conexão com a necessidade de compreendermos nossas culpas e responsabilidades.

Assim, quando conseguimos dominar nós mesmos, estamos dominando a causa da paixão. Quanto à moralidade, tal como mostra a etimologia da palavra é particular a nossa disposição de caráter. É uma qualidade da alma. Se nos referimos à alguém como quem tem atributos de honestidade, significa dizer que ela responde bem aos outros, é um ser gentil. Quando do contrário, a resposta que se tem é que fulano é mal e cruel. O valor da moralidade que determina as qualidades da alma humana foi comprovado por Aristóteles, como você encontrará em alguns dos meus textos sobre virtude.

Em relação aos atributos que herdamos como parte da moralidade, podemos analisar daí o prazer. Na verdade, o prazer só está ligado ao bem quando a felicidade e o lucro são considerados os mais óbvios. Esses valores estão completamente paralelos aos interesses e necessidades individuais. Há quem se contente com o pouco que tem e há quem não se contente com o muito que tem. Já quanto às pessoas que por natureza se esforçam por prazer ou lucro, o resultado que se manifesta é um modo de ser completamente mundano.

Prazer é um sentimento que caminha com a experiência acompanhando a satisfação das necessidades ou interesses individuais.

O papel do prazer e da dor, portanto, é determinado, por exemplo, quando sua atividade depende do prazer que satisfaça suas necessidades físicas. A tristeza ou a própria infelicidade pode ser um fardo para suas atividades humanas, tornando-se uma grande ameaça na vida.

O estado de contentamento com coisas é a norma para o corpo, e muitos fazem de tudo para alcançar o sucesso.

Em ética, esse conceito é chamado de helenismo (do grego. Tornou-se – “prazer”). Este ensinamento parte da ideia de que a busca pela felicidade e a negação do sofrimento é o principal sentido das ações humanas ou a base da felicidade humana.

Na linguagem da moralidade ideal, a ideia central dessa mentalidade é expressa da seguinte forma: “O prazer é a meta da vida humana”.

Além de ser uma ideia relativamente barata, é notório na sociedade que vivemos ver que esse pensamento está ligado ao prazer físico ou sexual, tal como a satisfação da necessidade de calor, comida e descanso. O princípio do prazer movido pelo vício se opõe inquestionavelmente às normas sociais de decência e serve como base para a falsa liberdade de cada um.

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