celular
Imagem da internet.

Por Thais Oliveira

Como a vida não é só deleite, estou torcendo para que chegue logo março e acabe com essa temporada de férias em minha cidade, por isso não aguentei e vim aqui exercitar aquilo que está arraigado em minha psique. Desenvolver um tema! Todos adoram falar, mas eu prefiro me comunicar.

Antes de tudo, é enriquecedor pesquisar em fontes confiáveis de vários repertórios de informação, para poder fornecer opinião válida. Isso não consiste em pesquisar só aqueles que pensam igual, mas pesquiso pessoas que pensam diferente de mim, esquecendo meus preconceitos.

Quando estudamos Cibercultura na perspectiva de Pierre Lévy, podemos perceber uma disputa de um ponto de vista por quem defende apenas um único lado de uma discussão causando interferência na  sociedade.

Ah! E na visão de Lévy, o ciberespaço levará a uma “reunificação da humanidade”, rompendo as barreiras geográficas, históricas, culturais e de classe.

Ele define cultura como sendo “uma fusão de mundos”, fruto de um impulso permanente do ser humano de inventar, imaginar e participar da criação.

É nesse complexo de redes afetivas, profissionais e culturais que surgem alguns problemas que deverão ser enfrentados. Como a cibercultura é formada pelas suas experiências, atitudes e valores, pode ditar também comportamentos. Esses comportamentos, geralmente ditados por influenciadores digitais, têm gerado tendências de conexões, interferindo cada vez mais nas formas de relacionamento entre as pessoas no mundo off line.

No livro de Pierre Lévy “O que é o virtual”, ele caracteriza o ciberespaço e a chamada “virtualização do computador”, pois em meio ao “tecnocosmo”, a máquina-computador não é o centro de tudo, mas apenas uma pequena parte de algo maior. Esse algo maior é a esfera virtual, dos hipertextos, dos textos sem território, das transformações constantes e linguagens diversas que é o próprio ciberespaço.

É claro que se nota a “solidão” nas ruas todos os dias. Não é de se admirar que muitos casais que saem para jantar, não conversem mais, estão com os olhos e mãos ocupadas no celular, os pais estimulam seus filhos a comerem vendo filminhos na tela do tablet,  sem nenhuma paciência para cuidar e educar,  há também aqueles que transferem o sentimento de estar  numa reunião íntima de amigos para as redes sociais e aplicativos numa satisfação possivelmente superior àquela de estar presente fisicamente, todos comungando da ideia de dar preferência ao smartphone como interface para relações sociais.

E assim, as trocas de mensagens escritas abreviadas, afim de simplificar a ortografia  que têm roubado a cena no ciberespaço – “esprimindo” a minha opinião “konservadora”, “vcx” “num” “axa” “q” “eh” uma grande falta de “lojica”?

Antes, eram apenas letras e alguns poucos caracteres para se expressar tudo o que se queria. Hoje, a maioria das pessoas falam com os emoticons, pequenos símbolos utilizados para demonstrar variadas emoções associadas aos textos escritos, mas não se sabe a real emoção de quem está do outro lado.

Se usarmos a cabeça para pensar, fica até confuso definir onde o ciberespaço é a continuidade da vida externa às redes ou, quem sabe, pura fantasia.

E o que poderia falar é que com toda essa confusão, a cultura geral está sendo profundamente alterada a partir da cultura específica do ciberespaço, num movimento claro que generaliza os comportamentos específicos de cada pessoa.

Alguns com vocação tagarela são estimulados a emitir opiniões sobre tudo, afirmando que todas as  pessoas são iguais,  e todas são capazes de se tornarem formadoras de opinião.

Todos acreditam serem capazes de desenvolver pensamentos profundos sobre o mundo, tal como discursado por Ortega e Gasset, gerando a ilusão de opiniões banais com ares cultos.

Com a cibercultura, a essência é “o universal sem totalidade”, que ele caracteriza da seguinte forma: “Quanto mais o ciberespaço se amplia, mais ele se torna “universal”, e menos o mundo informacional se torna totalizavél. O universal da cibercultura é vazio, sem conteúdo particular.

Na verdade, vale mencionar o que se percebe, falta de pensamento próprio na democracia, uma vez que é fácil assumir como verdade o que a maioria em sua volta falar, é daí que surge a opinião pública.

Cyberculture and the “fusion of worlds”

By  Thais Oliveira (Thais Rocholi)

As life is not just a pleasure, I am hoping that March will come soon and end this holiday season in my city, so I couldn’t stand it and came here to exercise what is ingrained in my psyche. Develop a theme! Everyone loves to talk, but I prefer to communicate.

First of all, it is enriching to search in reliable sources of various repertoires of information, in order to provide a valid opinion. This does not consist of researching only those who think the same, but I search for people who think differently from me, forgetting my prejudices.

When we study cyberculture from the perspective of Pierre Lévy, we can perceive a dispute from a point of view by those who defend only one side of a discussion causing interference in society.

Ah! And in Lévy’s view, cyberspace will lead to a “reunification of humanity”, breaking down geographical, historical, cultural and class barriers.

He defines culture as “a fusion of worlds”, the result of a permanent impulse by human beings to invent, imagine and participate in creation.

It is in this complex of affective, professional and cultural networks that some problems arise that must be faced. As cyberculture is formed by its experiences, attitudes and values, it can also dictate behaviors. These behaviors, generally dictated by digital influencers, have generated trends in connections, increasingly interfering in the forms of relationships between people in the offline world.

In Pierre Lévy’s book “What is the virtual”, he characterizes cyberspace and the so-called “computer virtualization”, because in the midst of “technocosm”, the computer-machine is not the center of everything, but only a small part of something bigger. That something bigger is the virtual sphere, of hypertexts, of texts without territory, of the constant transformations and diverse languages ​​that is cyberspace itself.

Of course, you can notice the “loneliness” in the streets every day. It is no wonder that many couples who go out to dinner, do not talk anymore, have their eyes and hands busy on their cell phones, parents encourage their children to eat by watching movies on the tablet screen, without any patience to care and educate, there are also those who transfer the feeling of being in an intimate meeting of friends to social networks and applications in a satisfaction possibly higher than that of being physically present, all sharing the idea of ​​giving preference to the smartphone as an interface for social relations.

And so, the exchange of abbreviated written messages, in order to simplify the spelling that has stolen the scene in cyberspace – “esprimindo” a minha opinião “konservadora”, “vcx” “num” “axa” “q” “eh” uma grande falta de “lojica”?

Before, they were just letters and a few characters to express everything you wanted. Today, most people speak with emoticons, small symbols used to demonstrate various emotions associated with written texts, but the real emotion of those on the other side is not known.

And what I could say is that with all this confusion, the general culture is being profoundly changed from the specific culture of cyberspace, in a clear movement that generalizes the specific behaviors of each person.

Some with a chatty vocation are encouraged to express opinions on everything, stating that all people are equal, and all are capable of becoming opinion makers.

Everyone believes capable of developing deep thoughts about the world, as spoken by Ortega and Gasset, generating an illusion of banal opinions with cults.

With a cyberculture, an essence is “the universal without skills”, which he presents as follows: “The more cyberspace expands, the more it becomes” universal “and the less the information world becomes totalizable. The universal of cyberculture is empty, with no particular content.

In fact, it is worth mentioning or disregarding, lack of self-thinking in democracy, since it is easy to accept as truth or that the majority around them speak, this is where a public opinion arises.

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