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@thaisrocholi

 

Por Thais Oliveira

Embora a utilização do termo “cultura” no sentido figurado tenha se dado no início do século XVIII, sendo mais frequentemente usado, primeiramente acompanhado de outros termos como “cultura das artes”, “cultura das letras”, “cultura das ciências”, colocando em evidência  a coisa que estava sendo cultivada,  depois passou-se  a dar o significado de “formar” e  “educar”  o espírito. Com o passar do tempo houve um movimento inverso em que o significado de “cultura” deixa de ser  ação (ação de instruir) e passa a ser estado de espírito cultivado pela instrução.

Se formos analisar o livro “Ideologia e Cultura Moderna” do sociólogo americano John Thompson, no início do século XIX, a palavra “cultura” era considerada um sinônimo ou em outras vezes estava em contraste com “civilização”, termo adotado na França e na Inglaterra no fim do século XVIII que caracterizava o desenvolvimento humano, um movimento em direção ao refinamento e à ordem, oposto à barbárie e à selvageria.

Há quem pense que nasceu com a cultura, mas não se nasce com a cultura, embora dependa da capacidade natural do ser humano. Tudo o que sei sobre cultura foi lendo livros de sociologia, antropologia e literatura, maioria também da cultura que procuro adquirir através de pessoas simplesmente incomuns com quem me identifico para compor minhas relações sociais.  Pessoas otimistas e carismáticas que sempre me dão forças para escrever um artigo como esse. Meu obrigada não é suficiente para expressar minha gratidão. Em geral, passo horas pesquisando e me nutrindo de música instrumental. Uma forma fácil de relaxar para produzir! A cultura é passada através da essência de uma herança social.

Se vive e se convive com a cultura,  que através da imersão pode ser imitada. Tudo o que adquirimos de uma cultura não vem apenas do mundo exterior à nossa volta, mas de tudo o que internalizamos.

A cultura é um desenvolvimento gradativo que enobrece as faculdades humanas, são os resíduos que ficam de tudo o que aprendemos e esquecemos com o passar do tempo. Todo  intelectual que manifesta sua cultura possui traços como a sinceridade, a profundidade e a espiritualidade.

Logo, a cultura se manifesta na vida das pessoas de forma consciente, mas completamente subliminar.

E nesse enraizamento estão os conhecimentos, internalização de valores morais, éticos, estéticos, seu papel na sociedade, suas atividades etc.

Recapitulando, a cultura está dentro e fora de nós. Isto não quer dizer que a cultura faça produção em série e que todo mundo num determinado lugar é igualzinho. Podemos pensar a linguagem como nossas formas particulares de falar, seja  o tom, a gravidade, a altura, o ânimo ou falta dele, as formas de gesticular quando se  fala,  o tipo de vocabulário etc. Mas essas características não são tão pessoais  que sejam absolutamente exclusivas  para que não sejamos compreendidos. O conjunto de hábitos culturais é o que nos aproxima de pessoas que pensam como nós.

A nossa maneira de enxergar o mundo está intrinsecamente ligada aquilo que chamamos de cultura; a cultura está fundamentada na possibilidade de simbolizar e de denotar sentido. Cada sociedade edifica e passa para as próximas gerações a visão de mundo em que se vive, nasce e morre.

Culture and Identity

By Thais Oliveira (Thais Rocholi)

Although the use of the term “culture” without figurative meaning was given in the early eighteenth century, it was most often used, followed by other terms such as “culture of the arts”, “culture of letters”, “culture of sciences”, showing in evidence of something being cultivated, then it came to give the meaning of “forming” and “educating” the spirit. Over time, there was a reverse movement in which the meaning of “culture” leaves action (instruction) and becomes a state of mind cultivated by instruction.

If we analyze the book “Ideology and Modern Culture” by the American sociologist John Thompson, in the early 19th century, the word “culture” was considered a synonym or at other times it was in contrast to “civilization” a term adopted in France and England at the end of the 18th century that characterized human development, a movement towards refinement and order, as opposed to barbarism and savagery.

There are those who think that they were born with culture, but are not born with culture, although it depends on the natural capacity of the human being. All I know about culture was reading books on sociology, anthropology and literature, most of which I try to acquire through simply unusual people with whom I identify to compose my social relationships. Optimistic and charismatic people who always give me the strength to write an article like this. My thanks is not enough to express my gratitude. I usually spend hours researching and nurturing myself on instrumental music. An easy way to relax to produce! Culture is passed through the essence of a social heritage.

One lives with culture, which through immersion can be imitated. Everything we acquire from a culture comes not only from the outside world around us, but from everything we internalize.

Culture is a gradual development that ennobles human faculties, culture is the remnant of all that we have learned and forgotten over time. Every intellectual who manifests his culture has traits such as sincerity, depth and spirituality.

Therefore, culture manifests itself in people’s lives consciously, but completely subliminally.

And in this rooting are knowledge, internalization of moral, ethical, aesthetic values, their role in society, their activities, etc.

To recap, culture is inside and outside of us. This does not mean that the culture does series production and that everyone in a given place is exactly the same. We can think of language as our particular ways of speaking, be it tone, gravity, height, mood or lack of it, ways of gesturing when speaking, the type of vocabulary, and so on. But these characteristics are not so personal that they are absolutely exclusive so that we are not understood. The set of cultural habits is what brings us closer to people who think like us.

Our way of looking at the world is intrinsically linked to what we call culture; culture is based on the possibility of symbolizing and denoting meaning. Each society builds and passes on to the next generations the worldview in which they live, are born and die.

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