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Por Thais Oliveira

Que tipo de tecnologia deixa você mais dependente? Estamos num momento histórico de acelerado desenvolvimento industrial. Bom, suponho que se refinarmos o nosso pensamento, vendemos ideias novas todos os dias. Do clips à  celulares com tecnologias 3D.   Se por um lado o desenvolvimento de tecnologia tem sido útil para a vida em sociedade, de outro lado há desigualdade e conflitos éticos e morais.

Existem, porém, alguns problemas. E um deles é que tecnologia significa poder! Sempre significou e sempre significará. De modo geral, detê-la e controlá-la significa,  assim dizer que é  gozar e controlar esse poder, e esse poder e controle infalivelmente terão de ser exercidos dentro de uma hierarquia, é claro, no sentido dos dominantes na direção dos dominados. Não há outro caminho lógico a se percorrer, em muitos aspectos, os detentores de tecnologias exploram e sempre explorarão aqueles que necessitam dela de alguma forma, considero que essas formas de dependências são diversas e constantes em nossas sociedades contemporâneas.

A intenção não é afirmar que as tecnologias não trouxeram ou nunca trazem benefícios para a humanidade,  pelo contrário, elas trouxeram muitos benefícios e melhorias para nossa qualidade de vida e para a própria vida se formos pensar em saúde e longevidade, isso é fato, mas também nos trouxeram calamidades terríveis, como caos ambiental e armas nucleares.

Mas por que será que não usamos as tecnologias para causas socioambientais?  É meio  desconcertante falar, mas é preciso usar a cabeça e falar: não detemos tecnologia alguma. Geralmente alugamos o direito de consumi-la, e nada mais.

Tecnologias são protegidas por patentes industriais internacionais que dão garantia ao detentor o direito de explorá-las por um determinado tempo.

Tudo o que consumimos são concessões e patentes, cujo custeio econômico sempre recai nas populações consumidoras.

Assim, só consome tecnologia quem pode pagar por ela. E talvez deva falar que poucas pessoas podem gozar das regalias tecnológicas.

Tenho uma teoria, um hábito para viver bem num mundo tecnológico, que deve começar respeitando a nossa humanidade, o  nosso corpo biológico, combatendo o caos ambiental, ir em busca de fontes renováveis de energia limpa, além de incluir na vida uma forma mais sustentável de consumo, como alguns desafios que nos esperam ao longo deste ano e dos próximos que virão.

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