Precisamos de música

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@thaisrocholi

Por Thais Oliveira

Queridos leitores, adoro misturar música aos meus textos. Meu caso de amor com a música começou no ensino fundamental, quando eu tinha 10 anos e fui apresentada à essa arte. Jazz e música clássica eram meus ritmos preferidos. Eu simplesmente adorava meu professor de música que era meu avô. Ele morou muitos anos em Portugal e também me estimulou a estudar espanhol. Foram 4 anos de aulas de música e espanhol, tinha ótimas notas e sonhava em me tornar professora. É só pensar em música que ouço jazz e música clássica em meus ouvidos. Meus textos acabam em canção.

Irei falar sobre um dos fenômenos culturais mais notáveis do século, o jazz. A tradição do jazz não consiste apenas em sons produzidos por uma determinada combinação de instrumentos tocados, mas por músicos brancos, negros, americanos ou não. Na verdade, sou uma entusiasta que ouve por hobby e paixão. É uma linguagem bastante exótica que expressa sensações que devem ser discutidas e levadas à sério. O jazz não apenas se desenvolveu como uma linguagem da música popular, mas como um tipo de arte sofisticada.

A voz do jazz é a voz comum, não educada e seus instrumentos são tocados como se fossem essas vozes. Uma tal aventura, onde  qualquer som emitido por um instrumento é legítimo e esse exercício pode fazer você querer escrever mais sobre a cultura. Interessante notar que King Oliver de um modo não muito amigável dos integrantes de sua banda só falava com eles através da corneta.

O jazz é  hoje o que os músicos individuais fizeram dele, nenhum mais importante do que  o outro, pois cada músico tem a sua voz própria. Há muitos bons trompetistas  que é quase impossível mencionar todos, mas de alguma forma devo citar alguns inovadores como Tommy Ladnier, Charles Shavers, Miles Davis e Bunny Berigan.

Para mim, a música foi o começo de um compromisso de vida inteira com o bem-estar físico e mental, o marco de minha apreciação com a boa música. Se eu falar para você que quase li ou quase me apaixonei ou quase ouvi, isso é o mesmo que dizer que não li, não me apaixonei e também não ouvi.

Diante do ritmo de vida moderna, buscamos o acerto com o objetivo sempre de ter sucesso, estamos sempre quase chegando lá, numa corrida rumo ao inalcançável, ao inatingível, num grande limbo de torpor. Assim, o equilíbrio deve ser cultivado gradualmente, não pode simplesmente ser uma imposição, muito longe disso, é um estado de alegria e presença.

O digital não apenas facilitou a produção e distribuição de música, mas também colocou vários desafios para o negócio, revolucionando  o acesso a qualquer gênero musical.

Então, vamos por partes, uma semana de cada vez, pois quando nos relacionamos com o ritmo espelhamos nossa relação com o mundo. Todos os empecilhos que colocamos em nossa vida são como espelhos de travas rítmicas, que nosso corpo e nossa mente devem superar com a música.

We need music

By Thais  Oliveira

Dear readers, I love mixing music with my texts. My love affair with music began in elementary school when I was 10 years old and introduced to this art. I simply adored my music teacher who was my grandfather. He lived in Portugal for many years and also encouraged me to study Spanish. I had 4 years of music and Spanish classes, had great grades and dreamed of becoming a teacher. Just think of music that I hear jazz and classical music in my ears. My texts end in song. I will talk about one of the most remarkable cultural phenomena of the century, jazz.

The jazz tradition consists not only of sounds produced by a particular combination of instruments played, but by white, black, American or otherwise musicians. Actually, I’m an enthusiast who listens for hobby and passion. It is a very exotic language that expresses sensations that must be discussed and taken seriously. Jazz has not only developed as a language of popular music, but as a kind of sophisticated art. The jazz voice is the ordinary, uneducated voice and its instruments are played as if they were those voices. Such an adventure where any sound made by an instrument is legitimate and this exercise may make you want to write more about the culture. Interestingly, King Oliver in a not very friendly way to his band members only spoke to them through the horn.

Jazz is today what individual musicians have made of it, neither more important than the other, as each musician has his own voice. There are many good trumpeters that it is almost impossible to mention all of them, but somehow I must name a few innovators like Tommy Ladnier, Charles Shavers, Miles Davis and Bunny Berigan.

For me, music was the beginning of a lifelong commitment to physical and mental well-being, the hallmark of my appreciation for good music. If I tell you that I almost read or almost fell in love or almost heard, that is to say that I did not read, did not fall in love, and I did not hear either.

Faced with the pace of modern life, we are always looking for success with the goal of success, we are almost there, in a race towards the unreachable, the unreachable with frustrations. So balance must be cultivated gradually, it cannot simply be an imposition, far from it, it is a state of joy and presence.

Digital not only made music production and distribution easier, but it also posed challenges for the business, revolutionizing access to any music genre.

So let’s go in pieces, one week at a time, because when we relate to the rhythm we mirror our relationship to the world. All the obstacles we put in our lives are like rhythmic lock mirrors that our body and mind must overcome with music.

3 respostas para “Precisamos de música”

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