eduardo.jpg
imagem da internet.

Por Thais Oliveira

Certo dia recebi um enorme favor do Eduardo, ele mesmo se dispôs a se apresentar a mim sem que eu tivesse perguntado o nome: “Oi! Eu sou o Eduardo!”. Fiquei perplexa com a superioridade do atendimento, mas nunca por não ter ficado satisfeita com atendimento personalizado. Não respondi e escutei o Eduardo continuar sua apresentação: “Seu atendente virtual”. Dentro do mundo dos vivos ninguém pode imaginar de longe o efeito mágico produzidos por estas palavras cada vez que nos relacionamos com o atendente virtual!

Se antes já estava muda, agora não tinha dúvidas de que era isso que deveria fazer. Não sei se pelo conjunto de raras qualidades do Eduardo ou pela sua simpatia em tentar me distrair, embora não seja algo comum quando interajo com um humano.

O atendente virtual que falava comigo do outro lado com voz bonita e assertiva deu garantias de que meu telefone tinha sido detectado, mandando eu esperar para que ele acessasse meus dados, se você percebeu qualquer semelhança com George Orwell no livro 1984 é mera coincidência.  Eduardo faz barulho, bate nas teclas e depois de alguns segundos aparece assombrando com sua inigualável eficiência.

O mundo eletrônico muitas vezes parece conspirar contra nós, principalmente quando o Eduardo, uma espécie de ectoplasma eletrônico, não abre mão da compostura para enlouquecer os humanos. Mas de forma piedosa, mediante uma infinidade de Eduardos tem uma lei garantindo ao consumidor o direito de que em algum momento de seu telefonema de reclamação possa falar com um ser humano… E quer saber como chegar nesta opção? Uma vez de tantas em tantas tentativas e com o advento da pura tecnologia, desaparece o verdadeiro humano!

Eduardo, your virtual attendant!

By Thais Oliveira (Thais Rocholi)

One day I received a huge favor from Eduardo, he himself was willing to introduce himself to me without me asking his name: “Hello! I’m Eduardo! ”. I was perplexed by the superior service, but never because I was not satisfied with personalized service. I didn’t answer and I heard Eduardo continue his presentation: “Your virtual attendant”. Within the world of the living, no one can imagine from afar the magical effect produced by these words every time we interact with the virtual attendant!

If I was already silent, now I had no doubt that this was what I should do. I don’t know if it is due to Eduardo’s set of rare qualities or his friendliness in trying to distract me, although it is not common when I interact with a human.

The virtual attendant who spoke to me on the other side in a beautiful, assertive voice gave assurances that my phone had been detected, telling me to wait for him to access my data, if you noticed any resemblance to George Orwell in the 1984 book is purely coincidental. Eduardo makes noise, hits the keys and after a few seconds appears to be amazed with his unparalleled efficiency.

The electronic world often seems to conspire against us, especially when Eduardo, a kind of electronic ectoplasm, he does not give up his composure to drive humans crazy. But in a pious way, through a multitude of Eduardos, there is a law guaranteeing the consumer the right that at some point in their complaint call they can speak to a human being… nd you want to know how to get to this option? Once so many in so many attempts and with the advent of pure technology, the true human disappears!

%d blogueiros gostam disto: