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@thaisrocholi

Por Thais Oliveira

Ler um livro  é, pelo menos, durante um tempo uma reviravolta no cultivo de uma nova forma de pensar, de enxergar e nesse caso, de se viver. Quanto mais queremos uma mudança, a tendência é que tudo se transforme!  Vivemos hoje num mundo bastante completo, mas muito superficial. Onde tempo é dinheiro e o tempo de atenção é curto! Mas, algumas ideias como essa que estou propondo aqui, precisa de alguns minutos para indicar para você uma ótima leitura de final de semana.

Sei que muitos  vem aqui atrás das minhas informações secretas, não é por esnobismo que venho falar de um livro de música clássica. Bem, é uma proposta com uma abordagem histórica e cultural. Se você busca por resiliência saiba que é diante da dor que é inaugurada toda potencialidade do significado da vida.

Há pessoas que ao vivenciarem acontecimentos gerados pela dor e padecimento comprovam que foi necessário buscar por forças para continuar vivendo e absolutamente aflorar para a vida. Muitos aspectos da vida dessas pessoas se analisados e investigados, revelam o que as impulsionaram para fora do sofrimento causando a transformação que as fizeram suportar o estresse  diante das circunstâncias adversas. Este é o fluxo da resiliência.

Uma das formas de auxiliar e potencializar o movimento de retorno à vida é a música. Mesmo quando vivemos circunstâncias adversas, nossa interpretação sobre o ocorrido pode ser transformada por meio da música.

Meu objetivo é falar sobre o livro de Zhu Xiao-Mei, um livro que expressa a coragem  da autora  em sua autobiografia publicado primeiramente em francês com o título: La Rivière et Son Secret, no inglês como The Secret Piano e em português traduzido para O Rio e seu Segredo, uma história longa, que causa dor e aflição ao ser passada durante o desatino do período maoísta da Revolução Cultural, que “demoniza” toda relação com a música ocidental, ditando o campo com uma reeducação nas fronteiras da Mongólia dentro do pensamento único do Pequeno Livro Vermelho.

Uma história impressionante que a fez seguir no percurso de uma autocrítica arrependida  contra sua família e seus professores,  passando pela redescoberta dos sons de um acordeão e o equilíbrio no universo de teclados, apesar da prisão de corpos e mentes.

Ela caminha respeitosamente no essencial da história, realizando uma reviravolta  que a fez renascer para a vida ao adquirir um piano de cauda, que escondeu dentro de um estábulo.  Esta pianista da atualidade nasceu em Shangai em 1949 e já aos oito anos de idade tocava na radio e televisão de Beijing  em Pequim quando aconteceu a Revolução Cultural. Ela  apresenta as dificuldades  que teve que enfrentar, desde o campo de reeducação, das reuniões de denúncia e autocrítica, e até as rápidas fugas durante a semana para tocar piano em um lugarejo próximo, afim de não levantar suspeitas.

Por fim, podemos pensar que a pianista chinesa tão simples na demonstração do tormento que passou em sua vida, também não deixou de sonhar mediante a escolha que fez para manifestar assim o símbolo da reconquista da arte e de sua liberdade!

Estou lendo pela segunda vez!! Se você deseja saber mais detalhes da vida desta pianista chinesa, só comprando no Amazon bem aqui… ao lado!!

The Secret Piano

By Thais Oliveira (Thais Rocholi)

Reading a book is, at least, for a time a turning point in the cultivation of a new way of thinking, of seeing and, in this case, of living. The more we want a change, the tendency is for everything to change! Today we live in a very complete, but very superficial world.

Where time is money and attention span is short! But, some ideas like the one I’m proposing here, needs a few minutes to indicate to you a great weekend reading.

I know that many come here after my secret information, it is not out of snobbery that I come to speak of a book of classical music. Well, it is a proposal with a historical and cultural approach. If you are looking for resilience know that it is in the face of pain that all potentiality of the meaning of life is inaugurated.

There are people who, when experiencing events generated by pain and suffering, prove that it was necessary to seek the strength to continue living and to absolutely outcrop for life.

One of the ways to assist and enhance the return to life movement is music. Even when we experience adverse circumstances, our interpretation about the facts can be transformed through music.

My goal is to talk about the book by Zhu Xiao-Mei, a book that expresses the courage of the author in her autobiography published first in French with the title: La Rivière et Son Secret, in English as The Secret Piano and in Portuguese translated into O Rio e seu Segredo, a long story, which causes pain and distress to be passed during the madness of the Maoist period of the Cultural Revolution, which “demonizes” all relations with Western music, dictating the countryside with a re-education on the borders of Mongolia within the unique thought of the Little Red Book.

An impressive story that led her to follow a path of regretful self-criticism against her family and her teachers, going through the rediscovery of the sounds of an accordion and the balance in the universe of keyboards, despite the imprisonment of bodies and minds.

She walks respectfully in the essentials of the story, making a turnaround that made her be reborn to life when she acquired a grand piano, which she hid inside a stable. This current pianist was born in Shanghai in 1949 and at the age of eight was playing on Beijing radio and television in Pequim when the Cultural Revolution took place. She presents the difficulties she had to face, from the re-education camp, to the denunciation and self-criticism meetings, and even the quick escapes during the week to play the piano in a nearby village, in order not to raise suspicions.

Finally, we can think that the Chinese pianist so simple in demonstrating the torment she experienced in her life, also did not stop dreaming through the choice she made to manifest the symbol of the reconquest of art and her freedom!

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