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Por Thais Oliveira

O mais moderno dicionário diz que Boato vem do latim boatus, valendo como uma notícia que toma proporções públicas sem nenhum fundamento conhecido. À primeira vista, o que se pensa quando se fala em mídia? Em épocas agitadas, essa miséria chega a influir nos acontecimentos como um poderoso instrumento de manipulação. A ideia de que o frágil cidadão comum é onipotente diante dos gigantescos e poderosos conglomerados da comunicação é uma ideia bastante atrativa intelectualmente.

Não há nada que se possa falar sobre ética nos meios de comunicação sem ter um fundamento filosófico. O que em geral é tipicamente explorado pelos jovens universitários com suas ideias nobres, sentimentos generosos e aspirações de liberdade e progresso, que vão além das expressões perturbadoras da alma.

Por onde transitamos como simples mortais curiosos por notícias, nos deparamos com a mídia definidora dos fatos que merecem ser notícia e  também daqueles que não merecem ser notícia! A notícia é vendida como espelho do mundo e o que “pinta de novo, pinta na tela da Globo”, “mostrando a vida como ela é”, “virou manchete”! Rapidamente, as edições da folha se esgotam, o pior de tudo é quando a violência não se consuma, porque então é inevitável a decepção que causa estrago com um chulo palavreado!

Não é tão embaraçoso para um jornalista desconfiar das palavras, dos símbolos e das metáforas. O pato Donald salta na beira do abismo e  um pouco desmazelado prossegue no vácuo, com tanta naturalidade que parece pisar em terra firme. Mas ao se dar conta da coisa, olha para baixo, fica em pânico e puft… cai!

O que  leva um jornalista a classificar uma notícia como uma boa pauta ou excelente pauta?  O encaminhamento da notícia por querer lesar a vida alheia, por querer ver o aplauso por parte dos leitores, que de certa forma estão à  favor dos boatos. Se o jornalismo é assim, é porque atende aos interesses de alguns, os dominantes, obviamente.

A propagação do espetáculo busca naquilo que é extraordinário e extravagante, substâncias para que como um vírus manipule e comova opiniões. O compromisso com a verdade que tanto é defendido pelo jornalismo quase sempre é mascarado por técnicas que fazem da notícia uma mercadoria lucrativa.

Toda a ética deve ser aplicada aos juízos de valor, sabendo diferenciar o bem do  mal, a verdade e a falsidade. É possível escrever e propagar palavras acerca de palavras e palavras acerca de palavras-a-acerca-de-palavras e, que portanto, com base no comportamento  de cada pessoa, alguém pode ter uma reação às suas reações e depois ter outra reação às suas reações às suas reações… Até o dia do Juízo Final!

 

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