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@thaisrocholi

Por Thais Oliveira

Sejamos sinceros. As pessoas constantemente buscam argumentos para aquilo que acreditam, mas raramente conseguem se persuadir.

O tom da contemporaneidade é a dúvida que sempre gera desconfiança sobre se uma informação é verdade ou mentira. Inúmeras informações correm soltas todos os dias, algumas verdadeiras, bem embasadas em históricos concretos e outras tantas fantasiadas de verdade. De fato, há muitas polêmicas em torno das informações neste mundo em que as fake news ocupam o lugar dos reais acontecimentos. Há quem  repita o ditado popular, que contra fatos não há argumentos, desconfio de que isso  talvez não seja  verdade. Se você não concorda, saiba que os fatos, bem como as verdades, apontam para aquilo que é completamente aceito a todos de forma universal.

Para o nosso excedente de meros mortais, a verdade ao mesmo tempo em que é  produção da realidade intelectual também deve está desvinculada do juízo da alma, mas ligada à própria existência da realidade.  São Tomás de Aquino dá uma lição sobre as questões de existência, essência e verdade. Como tudo o mais, as coisas, aquilo que é real estão situadas mediante dois intelectos: o divino e o humano. E foi assim que São Tomás de Aquino retratou o que é verdadeiro, apenas quando há uma relação com estes intelectos.

São Tomás de Aquino escreveu também que a existência de Deus pode ser provada quando se deduz os movimentos, não precisamos investigar para saber que o que percebemos vai para a consciência através dos sentidos, logo há movimento no mundo. E tudo o que se move é movido  pelo poder de quem está na ação.

Ao se pensar na hierarquia de valores que encontramos nas coisas como a verdade,  a bondade, a  nobreza e outros valores,  sempre iremos considerar uma balança  sob a qual faremos o julgamento  para mais ou para menos.

No entanto, é bom ter em mente que os valores e as paixões estão sempre em jogo quando se procura dar uma explicação sobre a razão das ações sociais na era da pós-verdade, ao menos na maioria dos casos. Principalmente quando as pessoas amam os seus próprios valores e, como resultado, odeiam os valores opostos aos seus. Pode ser terrível a tendência em acreditar, sem maiores sacrifícios e esforço intelectual com base no discurso procurando alcançar os mesmos valores subentendidos.

No trabalho intelectual, como na vida estamos sempre em aprendizagem contínua. O grande desafio na era da pós-verdade é o fato de que, em grande parte dos casos, a verdade sempre prevalece! De fato, há muito bafafá concorrendo com a verdade diante de várias interpretações erradas, e, nesses casos, não há como resistir à força da verdade.

O que volta e meia acontece é que mediante aos poucos acontecimentos que marcam os fatos sendo percebidos como verdadeiros,  sabemos que nessa guerra entre os impérios retóricos, a história somente poderá ser narrada pelos vencedores. Num império de carnaval com verdades  fantasiadas, louco é o rei que se apresenta nu por engano!

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