bandeira-do-brasilPor Thais Oliveira

Talvez seja mais importante ressaltar que quando numa cultura tudo tem um mesmo valor, quando todas as coisas são completamente culturais, por se ter a crença de que tudo tem serventia para determinados fins culturais, com certeza não tem serventia! De um modo pessoal, quando se busca fazer da cultura um apetrecho daquilo que se tornou um objetivo central de todas  as sociedades, é possível que haja tanto o desenvolvimento sustentável quanto, mais adequadamente, o chamado desenvolvimento humano.

É importante que se diferencie o que é cultura e o que é oposto à cultura, o que causa efeitos contraditórios àqueles pretendidos na cultura e com a cultura, obviamente. Há uma diferença que se deve colocar entre cultura e barbárie, naquilo que incentiva o desenvolvimento humano individual e não o contrário,  incentivando o processo social, e não aquilo que impossibilita, distorce e destrói.  Em toda história humana há rudimentos de cultura e rudimentos de barbárie, que não impreterivelmente entram num jogo dialético em que o resultado seja um imprevisível apanhado das duas, dando origem às consequências que podem gerar.

O carnaval, aqui no Brasil, é representado simbolicamente pela “mulata” (nua) e o “samba”, fixando uma obviedade do país, na tentativa de atrair turistas ao Brasil através de imagens de belas mulheres, tendo como insinuação o apelo sexual dessas que forçosamente manifestam certo infantilismo e maior imaturidade na sexualidade do que os homens. O que se caracteriza  pela dominação das fantasias sadomasoquistas e  relações de objeto parciais.

A construção da identidade nacional está intrinsecamente relacionada à projeção da imagem do país no exterior, sobretudo à aceitação do ambiente exótico como fragmento da própria auto-imagem. A imagem nacional não é consequência apenas da visão do estrangeiro acerca do país, embora haja uma tendência a se investigar a situação apenas sob esse ponto de vista. O Brasil e o brasileiro têm como predisposição um interesse muito maior pelo que se diz no exterior do que pela própria formação interna do país,  incumbindo o estrangeiro pelo que o país é…

Para  Freud, o termo libido   pode   ser   usado   para   “significar manifestações  de  poder  de Eros ou um conjunto de fatos empíricos ligados a uma suposta energia psíquica: a energia das pulsões sexuais.” O freio dos instintos através do senso de realidade e de propriedade  passa a ser a troca da base instintiva pela base lógica e racional.

Ao contrário disso, cultura tem como significado algo positivo e legítimo, no entanto, o fato é que não temos sequer um fragmento de que a moralidade nos seres humanos tenha evoluído.

Cultura e civilização andam de mãos dadas,  dado que a primeira recorda os progressos individuais e a segunda, os progressos coletivos. Portanto, há uma diferenciação entre o estado natural do homem, irracional ou selvagem,  ainda que sem cultura; e a cultura que ele adquire através dos canais de conhecimento e instrução intelectual.

Decorre daí a ideia de que as comunidades por mais primitivas que possam ser, podem evoluir culturalmente e alcançar o estágio de progresso das nações civilizadas.

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