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@thaisrocholi

Por Thais Oliveira

Devo dizer que há uma certa confusão quando a população aborda  temas  relacionados à cultura e a educação, pretendo aqui desmistificar um pouco estes conceitos, e até mesmo levantar alguns questionamentos sobre se existe ou é inexistente o cultivo da cultura familiar hoje.

Quem pensa que definir cultura é uma tarefa simples, está enganado! A cultura é o clamor por interesses multidisciplinares, a partir de estudos da sociologia, antropologia, história, comunicação, administração, economia, entre outras.  Em cada uma dessas áreas há um trabalho com diferentes enfoques e usos.

Mas antes de passarmos à questão etimológica da palavra cultura, que em si, pode ser uma tarefa surpreendente, vamos considerar que educação vem a ser todo encadeamento de ensinamentos específicos que são transmitidos  para o desenvolvimento da liberdade responsável do homem.  Agora de posse destes conceitos, você já pode considerar o que é educação. Inicio minha reflexão fazendo uma análise se hoje há cultivo da cultura entre as famílias, não falo da forma como educam os filhos ou passam conhecimentos e sim nos valores e tradições que são transmitidos por gerações.

Quando me refiro a valores, não falo a respeito de comportamentos idiossincráticos ao qual adoto como cristã, requisitando da sociedade tolerância, na condição de que não cause transtornos a nenhum programa de trabalho público importante.

Afinal, todos sabem que subculturas étnicas mantêm crenças irracionais e costumes pitorescos, que dentro da extremidade do espectro, podem ser defendidos, desde que todos entendamos que ninguém mais acredita nessas bobagens excêntricas.

De acordo com Nicola Abbagnano no livro: “Dicionário de filosofia”, cultura possui dois significados básicos. O primeiro significado mais antigo, ressalta a formação do homem, sua melhoria e seu refinamento. Francis Bacon pressupunha a cultura nesse sentido como a “geórgia do espírito”, tornando clara a origem metafórica desse termo. O segundo significado, põe em evidência o resultado dessa formação, cujo conjunto dos modos de viver e de pensar são cultivados e polidos, se fundam com o nome de civilização.

Agora sim, chegamos ao que interessa! Partindo da etimologia, o termo Cultura, vem do latim “colere”, que significa “cultivar” que originou significados diversos como habitar, cultivar, proteger, honrar com veneração. Até o século XVI, o termo era quase sempre utilizado para se referir a uma ação e seus processos, no sentido de ter “cuidado com algo”, seja com os animais ou com o crescimento da colheita, sobretudo para caracterizar o estado de alguma coisa que fora cultivada, tal qual uma fração de terra. No final do século XIX, a cultura ganhou destaque figurado e, o que era utilizado para designar o desenvolvimento agrícola, passou a ter um sentido metafórico, a fim de denominar também o esforço empregado para o avanço das capacidades humanas.

Para a Antropologia, a cultura é vista como o somatório de padrões aprendidos e desenvolvidos pelo ser humano. Segundo a definição pioneira do antropólogo britânico Edward Burnett Tylor, sob a etnologia, a ciência relativa que estuda os fatos específicos da cultura, cuja interpretação seria “o complexo que inclui conhecimento, crenças, arte, morais, leis, costumes e outras aptidões e hábitos adquiridos pelo homem como membro da sociedade.”

Constata-se que um fator importantíssimo é que a cultura está presente em nossas vidas desde o seio familiar, é ligada aos usos, costumes e tradições. Resumindo, é o conjunto de padrões de comportamentos, crenças, manifestações artísticas, sociais de um povo ou civilização. Como influência, grandes obras, bem como as práticas que revigoram o desenvolvimento passam a representar a própria cultura.

Os pensadores clássicos transmitiam muitos pensamentos bons. Conhecemos nomes como: Homero, Sócrates, Platão, Aristóteles, entre outros. Estes filósofos deram ênfase à ordem racional do universo, que mais tarde inspiraram veementemente o desenvolvimento científico. Levantaram-se contra os materialistas e os hedonistas dos seus dias, afirmando os ideais eternos de verdade, bondade e beleza. A Igreja Primitiva teve seu encontro com o pensamento grego, embora tenham sido pensadores pagãos e muitas de suas doutrinas conflitantes com as verdades bíblicas.

Podemos remontar que cada grupo social ou nação, tem a sua cultura, a sua marca, as suas próprias atividades e manifestações, como a música, o teatro, a dança, a culinária, a escrita, a leitura, esportes, ciências, valores morais, éticos, etc.

O antropólogo inglês Edward Tylor sintetiza o conceito Kultur, do alemão, bastante utilizado no século XVIII para o termo inglês culture que simboliza todos os aspectos espirituais de uma comunidade. O modo de enxergar o mundo, as estimas de ordem moral e  de atributos de valor, diferentes comportamentos sociais e até mesmo as posturas corporais são resultados de uma herança cultural.

A criação afirma que as crianças são criadas à imagem e semelhança de Deus, o que significa que elas possuem a grande dignidade de ser criaturas com capacidade ao amor, moralidade, racionalidade, criação artística e todas as outras aptidões exclusivamente humanas. A educação precisa pensar no que toca os aspectos do ser humano. Não digo para se colocar ordem no caos de nossos tempos  que é algo tipicamente humano, uma vez que cada ordem que tentamos colocar, é colocada para um mestre específico.

Não podemos adotar uma metodologia construtivista que trata os estudantes como organismos que se adaptam ao ambiente em que estão, lançando mão de conceitos como mera ferramentas para ordenar a experiência subjetiva. O cristianismo oferece o fundamento para uma visão mais sublime da natureza humana que qualquer outra visão de mundo que comece com forças impessoais que operam por acaso!

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