Male equals female
Imagem da internet.

Por Thais Oliveira

Algumas pessoas costumam dizer que vivemos numa época complicada, em que lutamos pela igualdade e pelo respeito às diferenças. Pergunto-me, mas será que a humanidade nunca enfrentou dificuldades antes? E se não existe, em muitos aspectos, uma confusão entre as noções de igualdade e diferença… É bom lembrar que os últimos 90 anos foi uma época marcada pela Grande Depressão e muitos sobreviveram à ocupação nazista durante a Segunda Guerra Mundial e à escassez de víveres.

Que tipo de igualdade tanto procuramos? Se pedimos privilégio legais e políticos? Exigimos respeito às diferenças, mas considerar alguém diferente já não seria um desrespeito à noção de igualdade?

Como de costume, buscamos amparo nas teorias de outras culturas para despertar a mente e sentir a conexão. Já pensou em ouvir um pouco da opinião chinesa sobre essas questões?

Os pensadores chineses antigos não acreditavam numa igualdade. Você já percebeu que nenhum humano é igual a outro? O que nos torna humanos é o princípio de humanidade, que se apresenta em nossa estrutura física de possuir dois braços, duas pernas, dois olhos, etc. Tal qual a nossa capacidade de criar, conviver e aprimorar  nossa maior transformação, que é cultural, nossa maneira de viver em comunidade, essa faculdade de superar nossas limitações físicas.

Uma das primeiras coisas que torna os humanos iguais, é a nossa capacidade de perceber as próprias diferenças, sejam elas físicas ou intelectuais. Por termos essa percepção, não é difícil enxergar que, quando um grupo queixa-se muito por uma identidade própria, logo, ele perpassa  a intolerância.

O grande pessimista colhe todas as notícias ruins dos jornais e envia para sua lista de amigos todas as manhãs, acha que o ser humano não presta e não tem valor. O mundo para os pessimistas é um simples palco de guerras e corrupção.

O otimista exagerado acha que a realidade é as das telenovelas e dos sonhos de adolescentes, das modas, das revistas, da praia, do clube.

O sensato, diferente daqueles que são sem graça ou do chato, sabe que o ser humano não é grande coisa, mas gosta dele, que a vida é luta, mas quer vivê-la bem. Que existem, além de injustiça, traição e sofrimento, a beleza e o afeto dos momentos de esplendor. Que se pode confiar sem medo de tragédias!

Quem escolhe viver como pessimista opta pelo eterno descontentamento e aos poucos fica segregado do círculo daqueles que são vitais amantes da esperança!

%d blogueiros gostam disto: