cachorro

Por Thais Oliveira

Podemos falar na própria língua como um estrangeiro ou fazer da linguagem uma menor utilização! Quem escreve pensando em esquemas e roteiros disponíveis tem 3 mil anos de acúmulo de cultura e de lá liga a máquina. Quem trabalha assim pode até ser criativo, traz o novo, mas não é original.

A mente é como um liquidificador, misturam-se códigos, ideias, fluxos que já estão presentes  na cultura e até mesmo as sintaxes já dominadas, devolvendo ao mundo um novo produto, homogêneo e, de preferência,  bom! Mas quase não tocam na origem. Agora, quem escreve com emoções e gagueiras, toma a cultura desde o princípio  e a refunda.

Acreditem em minha simpatia. A simpatia é um sentimento vago de estima ou de participação espiritual, ou talvez possa ser um esforço de ódio ou amor. O ódio se mistura com o que o odeia. E o que se mistura na gagueira espontânea  do autor?

O que faz a diferença é que a língua é viva, os escritos são dobras da linguagem!

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