Por Thais Oliveira

Talvez pareça uma poeta romântica falando de meu aniversário que está chegando, mas tenho que confessar que fui criada em meio às flores e plantas cultivadas no enorme  jardim da casa dos meus avós.

Flores e plantas são minhas grandes paixões!!

Desde pequena aprendi que plantas precisam de cuidados, além de serem regadas, quando em climas quentes, pelo menos,  duas vezes ao dia.

Minha avó materna diz que flores são como pessoas. As roseiras dão seus sorrisos quando recebem luz solar, mas deixam claro quando estão com sede, cujas folhagens ficam amareladas  quando há excessos de raios de sol. Antes de morrerem tem uma beleza bastante intensa e serena…  Estou fazendo aniversário… A roseira que cultivo aqui no meu jardim tem me anunciado o que está por vir! “Gente, como o tempo passou!”- Como diria um amigo autor. Acredito que a velhice não é medida por idade, embora ambas as palavras sejam utilizadas para designar uma a outra!

Longe dos intolerantes tons de cinzas,  totalmente inesperados como acontece com a velhice e a degeneração que começa aos cinquenta anos, ou aos setenta anos para frente. No entanto,  o que percebo é que as mesmas dificuldades dos velhos são encontradas em jovens.

Não há desculpas para não buscar um equilíbrio na vida, há quem perca muito tempo com intolerâncias velharcas… As possibilidades de transformação, só Cristo dá!

Tenho agradecido muito a Deus pela expectativa de vida pela frente, a fim de experimentar a totalidade das idades, atribuindo significado a cada novo dia! Para alguns, a idade pode ser: A Crise. Mas a vida é uma escola! Por excelência, o objetivo dessa escola é a educação por toda a vida.

Você já parou para pensar na maturidade?

Há aqueles que são adultos em formação, e outros, adolescentes para o resto da vida. E quando tem aqueles que tentam administrar com as novas tecnologias as aparências de velho para provar para sociedade de que se é jovem?

Talvez não estejam preparados para enfrentar o fim e lutam contra o envelhecimento.

O certo é que um corpo condicionado a se contentar com as suas limitações, considera os excessos como desagradáveis! Saúdo a nova idade, desfrutando da companhia daqueles que amo em proporções globais!!

 Deixo uma reflexão de Descartes  que dá continuidade a tese de Sêneca – “apenas o corpo pode envelhecer,  a alma que “sempre pensa”, não pode sofrer a menor senescência; sua própria atividade só pode ser afetada, mas não alterada pelas degradações do corpo!”

%d blogueiros gostam disto: