Moda e Descartabilidade

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@thaisrocholi

Por Thais Oliveira

Muitas pessoas tentam argumentar sobre o que está na moda e o que é fora de moda. Tal pensamento é uma grande problemática ao que diz respeito a uma realidade histórico-social característica do Ocidente e da Modernidade.

Um dos fenômeno que seduz as democracias induzindo o consumo é a comunicação feita pelas mídias comuns,  com o intuito de motivar exclusivamente a aquisição daquilo que é novidade, fast-fashion, ditando e associando vestimentas à comportamentos.

 Essa história de moda causa muitas influências, apesar de que na globalização, a moda não é um fenômeno universal, que interfere intensamente, em qualquer sociedade, como geralmente é interpretada.

Lipovetsky no livro “O Império do Efêmero” é taxativo: “Nossa sociedade-moda liquidou definitivamente o poder do passado encarnado no universo da tradição, modificou igualmente o investimento no futuro que caracterizava a era escatológica das ideologias”

O filósofo mencionado aponta que “O espírito de tradição está coletivamente morto,  pois é o presente que comanda nossa relação com o passado, deste só conservamos o que nos ‘convém’, o que não está em contradição flagrante com os valores modernos, com os gostos e a consciência pessoais”.

Dentre às pesquisas sobre a relação existente entre moda e cibercultura ou redes sociais, temos  a ideia de que isso forma um campo ou um subcampo de estudo para a comunicação. A comunicação como um meio social está intrinsecamente ligada ao ambiente fragmentado das redes sociais como garantia para tornar viável a socialização.

No mundo contemporâneo, muitos de nós  damos um novo contexto às nossas formas de nos vestirmos quanto ao universo dos significados.

Atitudes podem levar as pessoas a gostarem ou não das coisas, aproximarem-se ou afastarem-se delas, dada à atitudes muitas  vezes apelativas. Essas preferências de gostos se revelam, pois sendo a moda símbolo na essência, podemos dizer que à ela estão sujeitos vários  significados, visando a comunicação integrante de sociedades.

Projetamos nos objetos algumas ilusões que eles podem causar, que quase sempre interferem fantasmamente nas relações sociais,  induzindo o contrário daquilo que se realmente deseja passar para as pessoas. As vezes, podemos pecar por excessos! As relações humanas, intermediadas por mercadorias, como forma de se vestir perdem sua real essência  e se igualam ao nível das coisas. Conforme argumenta a socióloga Eva Illouz “na cultura do capitalismo afetivo, os afetos se tornaram entidades a serem analisadas, inspecionadas, discutidas, negociadas, quantificadas e mercantilizadas”.

Uma das características do mundo globalizado é a vivência líquida, tal como discursado por Bauman em “Vida Líquida”, amar pode parecer um ato arriscado, perigoso, pois não temos conhecimento previamente do resultado final de nossas experiências afetivas: só é possível pensar nas consequências desastrosas que podemos prever, e somente delas podemos lutar para escapar.

Necessário repensar a partir das informações que gostaríamos de passar para o “outro” sobre quem somos. Já parou para refletir que tudo aquilo que usamos comunica  uma mensagem à um determinado público? Tudo aquilo que é “modismo” pode traduzir uma experiência na vida de uma falsa concretização, pois a procedência da alma rumo ao Belo é uma trajetória que se realiza a rigor, afim de atingir a plenitude do Ser!

Pode Copi@r!

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