Onde buscar inspiração…

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@thaisrocholi

Por Thais Oliveira, @thaisrocholi

Às vésperas do Natal, estou reprogramando minha mente para que se alerte aos sabores das comilanças natalinas! Por mais que eu consiga desfrutar de um natal maravilhoso, não posso ignorar o da minha época de menina, quando viajava nas férias de carro com meus pais. Viajar de carro por lugares onde tinham fazendas era um ritual. O ritual da nossa família era o de admirar o trabalho da natureza! Era um remédio anti-estresse por excelência que sempre me deixou num estado adequado para uma boa noite de sono!

O tema deste artigo evoca aonde buscar inspiração! Partindo-se dessa ideia, diria que a busca pelas artes e pela leitura é o que irá iluminar os nossos passos. Vou contra tudo que é fácil, longe do caráter do mundo da banalidade, das intimidades descartáveis, das celebridades, das falsas músicas, filmes e livros que anestesiam, em vez de despertarem a mente!

Vou ainda mais longe! Busco inspiração em Cristo, meu Redentor e portador de toda sabedoria e com pessoas sábias também, para escrever artigos, colocando meus investimentos de tempo, simplesmente em pesquisas de citações e  comentários de grandes autores, sobretudo os clássicos, as grandes autoridades e influenciadores.

É tentador citar autores quando eles denotam exatamente os nossos pensamentos com uma clareza e perspicácia que jamais estivemos tão perto de alcançar! Parece que nos conhecem melhor do que nós mesmos e criam suas ideias com tanta elegância que ao serem percebidas por nós eram embrionárias, com conceitos que  algumas vezes não conseguimos conceber, então encontramos nas palavras desses autores, um pouco de nós mesmos, numa ou duas frases que passam a fazer parte de nossas vidas, como uma homenagem àqueles que nos fazem lembrar quem somos!

Mas muito cuidado… Longe de expandir nossos horizontes, alguns escritos podem injustamente delimitar-nos.

Quem não conhece o sentimento de desconfiança e resistência que vem da obviedade das intenções de um autor? Basta o narrador se apressar em nos dizer para chorar ou rir, que nós jamais iremos chorar ou rir. E quando percebemos que o autor tem a certeza inquestionável de nos ter cativado, o resultado é um sentimento pesado e torturante, igual ao de nos depararmos com uma mulher velha e feia, num vestido rodado de festa à nossa frente, totalmente certa da nossa simpatia por ela.

Muitos estudiosos podem ser criticados por não serem privilegiados às ideias dos grandes pensadores, mas não podem ser responsabilizados pelas próprias ideias, tal como afirmado por Montagne:

“As vezes recorro a outros autores para que digam o que não consigo expressar com a mesma propriedade devido às minhas deficiências e pobreza intelectual , as vezes por temer o julgamento precipitado que não hesitam em atacar os escritos daqueles cujos autores ainda vivem. Tenho de esconder minhas deficiências sob aqueles que alcançaram grande reputação.”

Desde que me entendo por gente, fico surpreendida ao chegar a conclusão de que a chance de sermos levados à sério só acontece após a nossa morte.

Como tudo o mais, confesso que a busca pela perfeição é bastante longa, mas com a certeza suprema de um final feliz!

Pode Copi@r!

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