Por Thais Oliveira, Fundação Getúlio Vargas.

Numa volta na beira da lagoa de Araruama achei estar tendo um ataque de catalepsia! Estou asfixiada! A sede aumenta, mas essa enguia ordinária, frequenta todas as águas e se reproduz em quantidades exorbitantes.  Aí é que está o mistério! Como ela se reproduz e se propaga?

Segundo a velha lenda, ela nasce do limo das lagoas… Não adianta caminhar de um lado para o outro, às vezes nossos próprios desejos são nossos cárceres.

A Terra está girando, mas pra que se meter em canoa furada? Nenhum de nós precisa acordar cedo para checar se ela gira em torno do seu próprio eixo na velocidade apropriada, e em torno do Sol medindo as estações.

Quer ação?

Vai ou rebenta!

O governo é forte e o povo apático.

Não é de hoje que a Lagoa de Araruama recebe despejos de esgotos. Uma proliferação de algas que tem causado muito mau cheiro nas redondezas.

Antes fossem invenções de jornais!

Não somos capazes de prever um problema antes que ele surja de fato. Ou, quando surge, não conseguimos identificá-lo. E se percebemos, pra que se importar?

Não somos responsáveis pelo mundo, não é?! Mas quando nos defrontamos com o problema e trocamos olhares enviesados vamos rumo a solução, mesmo não sendo bem-sucedidos. A lição é que sempre podemos usar o conhecimento de um erro como um guia para acertos.

E o que é essa tal de Responsabilidade Ambiental?

De forma resumida é um olhar capaz de compreender o que se passa no meio ambiente e que merece uma reflexão e resposta ao interagir com as várias áreas do saber, de um modo mais refinado e atento. A partir das percepções e questões levantadas, recebemos estímulos e forças para oferecer respostas.

Ao exercer nossa cidadania, a partir do envolvimento com causas ambientais, estamos mais aptos a saber a importância dos rios e lagoas para o equilíbrio da fauna e flora, dando a direção para que políticas públicas sejam feitas para preservar o que nos resta ainda de bens naturais.

Você sabe qual é o seu papel para colaborar com a manutenção da Terra?

Se enxergarmos o nosso papel como de zeladores desse mundo, onde eu e você habitamos, ganharemos mais forças!

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